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Campo Grande, Sábado, 19 de Agosto de 2017

09/09/2014 17:24

Construtoras bancam campanhas milionárias de candidatos a deputado

Ludyney Moura e Edivaldo Bitencourt
Comitê de campanha de Antonieta fica em uma das principais avenidas da Capital. Ele alega que arrecadação vem da credibilidade que desfruta com a população (Foto: Marcos Ermínio)Comitê de campanha de Antonieta fica em uma das principais avenidas da Capital. Ele alega que arrecadação vem da "credibilidade" que desfruta com a população (Foto: Marcos Ermínio)

As construtoras e multinacionais são as principais financiadoras das campanhas milionárias dos candidatos a deputado estadual nas eleições deste ano. A divulgação da segunda parcial da prestação de contas dos candidatos que disputam a eleição, mostrou que grandes empreiteiras estão entre os maiores doadores dos nome mais conhecidos na corrida por vaga na Assembleia Legislativa do Estado.

Números do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) mostram que há 435 candidatos na disputa pelas 24 vagas. Quem lidera o ranking das campanhas mais caras é a ex-primeira dama de Campo Grande, Antonieta Amorim (PMDB), que tirou o “Trad” do nome depois que se separou do candidato do PMDB ao governo estadual, Nelsinho Trad.

A candidata peemedebista arrecadou, segundo a Justiça Eleitoral, R$ 753.110, contra R$ 70 mil na primeira parcial.  Apenas a Proteco Construtora Ltda., do irmão da candidata, João Alberto Krampe Amorin, foi responsável pela doação de R$ 411 mil do total arrecadado.

Antonieta explicou a liderança do ranking dos mais “gastadores”. “Acima dos outros está a minha credibilidade. Esses valores divulgados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) são fruto da doação de pessoas que acreditam no meu trabalho. É maravilhoso poder contar com o apoio da população”.

O salário base de um deputado estadual é de R$ 20,025 mil, isso sem contar a chamada verba indenizatória, recursos usado pelo parlamentar para despesas com combustíveis e lubrificantes, consultorias, assessorias, pesquisas e trabalhos técnicos, imóvel de apoio à atividade parlamentar (aluguel, condomínio,IPTU, água, telefone fixo e/ou móvel, energia elétrica) e divulgação da atividades do mandato.

Em segundo lugar aparece o ex-prefeito de Terenos, Beto Pereira (PDT), que informou à Justiça Eleitoral arrecadação de R$ 640.505. Desse total, a Construtora Andrade Gutierres S.A responde por R$ 150 mil, a Equipav Engenharia Ltda por R$ 85 mil, a Construtora Triunfo S.A por R$ 65 mil e a UTC Engenharia (envolvida no escândalo da Petrobras) por R$ 44 mil.

No caso dos candidatos proporcionais, deputados federais e estaduais, o doador originário faz a doação para as campanhas majoritárias (presidente, governador e senador), que por sua vez repassam parte do dinheiro aos postulantes a Assembleia Legislativa.

O terceiro da lista, que também nunca experimentou um mandato parlamentar na Assembleia, é o ex-presidente da Sanesul, José Carlos Barbosa, o Barbosinha (PSB), que declarou receita de R$ 556.930. Desse total, a Vale Energia responde por R$ R$ 147, 6 mil. A Adecoagro Vale do Ivinhema S.A e a Iaco Agrícola S.A repassaram R$ 100 mil e a multinacional JBS S.A doou outros R$ 52 mil.

A empresa de alimentos JBS e a Construtora Andrade Gutierres S.A figuram entre os principais doadores das campanhas majoritárias e proporcionais do PMDB e PT.

Grazielle Machado (PR), que tenta substituir o pai, o deputado estadual Londres Machado (PR), na Assembleia, é a quarta na lista dos que mais arrecadaram. A vereadora da Capital declarou receita de R$ 509.984. A UTC Engenharia, que também é doadora de apoiadores do candidato do PT ao Governo do Estado, senador Delcídio do Amaral, responde por R$ 300 mil do total arrecadado por Grazielle. A própria candidata e a BF Promotora de Vendas Ltda contribuíram com R$ 100 mil.

Marquinhos Trad (PMDB) é o primeiro a aparecer na lista dos deputados que tentam a reeleição. O peemedebista arrecadou R$ 449.485. A JBS doou R$ 52 mil e a 4 Rodas Som e Acessórios Ltda contribuiu com R$ 50 mil.

O ex-prefeito de Ivinhema, Renato Câmara, é mais um peemedebista na lista dos candidatos mais abastados. Ele declarou receitas que somam R$ 429 mil, apenas na segunda parcial. A BRF S.A doou R$ 100 mil e a JBS outros R$ 102 mil.

O presidente do diretório regional do PMDB, deputado Júnior Mochi, é o sétimo da lista. Ele arrecadou R$ 397,2 mil, e a Vale Energia é maior doadora com R$ 107 mil. O primeiro petista na lista é o ex-prefeito de Corumbá, Ruiter Cunha, com R$ 355 mil, e quase metade desse valor, R$ 150 mil, vieram da Construtora Andrade Gutierres.

O primeiro tucano na lista também tenta a reeleição, é Onevan de Matos, que declarou receita de R$ 351,6 mil, sendo que a BF Promotora de Vendas responde por R$ 150 mil desse total.

E fechando a lista dos dez mais endinheirados da campanha aparece o atual deputado petista Pedro Kemp, com receitas que chegam a R$ 346,8 mil, e novamente a Construtora Andrade Gutierres colaborou com R$ 150 mil do montante.

Dos candidatos que arrecadaram acima de R$ 300 mil, aparecem na sequência três deputados petistas que buscam a reeleição, Amarildo Cruz (R$ 340 mil), Cabo Almi (316 mil) e Laerte Tetila (310 mil) e em todos a Construtora Andrade Gutierres é a maior doadora com R$ 150 mil.

O atual líder da bancada do PMDB na Assembleia, deputado Eduardo Rocha, figura nessa lista, com R$ 317 mil arrecadados, sendo que a candidata a deputada federal Tereza Cristina (PSB) é sua maior doadora, com R$ 111 mil, ele mesmo doou R$ 80 mil e a JBS outros R$ 52 mil.

Logo na sequência aparecem Pedro Teruel (PT), que com os R$ 150 mil doados pela Construtora Andrade Gutierres arrecadou R$ 309 mil, o peemedebista Maurício Picarelli, com R$ 304 mil, sendo R$ 52 mil oriundos da JBS, e o ex-deputado federal João Grandão que declarou R$ 300 mil, metade vindos da Andrade Gutierres. Os outros candidatos receberam valores abaixo de R$ 300 mil, que podem ser consultados na página do TSE na internet.

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Doações só porque essas empresas são boazinhas? kkkkkkkkkkkk
me engana que eu gosto..... depois nós pagamos a conta.....
 
alci olidio da silv em 09/09/2014 22:25:28
Tem razão da corrupção correr solta, que acreditar que estas empresas não vai cobrar estas doações através de obras, contratos de prestação de serviços e fornecimentos de mercadorias é muito inocente, terminada a eleição aí vem a recompensa, normalmente através de licitações já pré estabelecidas a quem deve ganhar.
 
juvenil marques do vale em 09/09/2014 17:47:17
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