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Campo Grande, Terça-feira, 18 de Setembro de 2018

01/02/2018 10:26

Denúncia da Coffee Break contra deputado será julgada dia 7 no TJ

Ministério Público denunciou 24 pessoas pela compra de votos para cassação do ex-prefeito Alcides Bernal

Aline dos Santos
Tribunal de Justiça decide no dia 7 sobre denúncia contra Paulo Siufi. (Foto: Marcos Ermínio)Tribunal de Justiça decide no dia 7 sobre denúncia contra Paulo Siufi. (Foto: Marcos Ermínio)

Vagando desde junho de 2016, a denúncia da operação Coffee Break tem data marcada para ter uma primeira definição da Justiça. Na próxima quarta-feira (dia 7), o Órgão Especial do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) deve decidir se aceita ou não a denúncia contra o deputado estadual Paulo Siufi (PMDB). Por ter uma cadeira na Assembleia Legislativa ele tem direito a foro privilegiado, enquanto a parte contra demais políticos e empresários tramita na 6ª Vara Criminal de Campo Grande.

Na Coffee Break, que tem mais de 40 mil páginas, o MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) denunciou 24 pessoas pela compra de votos para cassação do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP). Os crimes são de associação criminosa e corrupção.

Na lista de denunciados aparecem o ex-governador André Puccinelli (PMDB), o ex-prefeito Nelson Trad Filho (PTB), o ex-prefeito Gilmar Olarte, o deputado estadual Paulo Siufi (PMDB), e os vereadores Otávio Trad (PTB), Carlos Augusto Borges (PSB), Gilmar da Cruz (PRB) e João Rocha (PSDB).

No dia 7, se a denúncia contra Siufi for aceita, começa o processo. Na hipótese de ser rejeitada, o documento é arquivado. A expectativa dos advogados de defesa é que a decisão norteie a Justiça na denúncia que corre na primeira instância.

“O julgamento no Tribunal de Justiça servirá de jusrisprudência para a outra parte da denúncia  que está no Fórum”, afirma o advogado André Borges, que atua na defesa do vereador Otávio Trad. Para ele, o Órgão Especial tem experiência para corrigir exageros e despropósitos do que classifica de “mal encaminhada denúncia”.

Desde 2016, a denúncia se reveza entre o primeiro grau e o TJ/MS. As mudanças ocorrem em razão do foro privilegiado, primeiro prerrogativa do então prefeito Olarte e, agora, com o deputado Paulo Siufi. A reportagem não conseguiu contato com o deputado e nem com o advogado Renê Siufi, que atua na sua defesa.



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