Polilaminina: o que é, para que serve (e onde encontrar)
Medicação experimental é estudada para recuperação de lesões na medula espinhal

A polilaminina tem despertado interesse após ser divulgada como uma possível alternativa para recuperação de movimentos em pessoas com lesão na medula espinhal. A substância, no entanto, ainda está em fase experimental e não é um tratamento disponível ao público.
Desenvolvida a partir da proteína laminina, presente naturalmente no organismo, a polilaminina está sendo estudada para auxiliar na regeneração de fibras nervosas após traumas graves na coluna vertebral.
Atualmente, seu uso está restrito a pesquisas clínicas autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O que é polilaminina?
A polilaminina é uma formulação experimental produzida a partir da laminina, proteína que participa da organização estrutural das células e tecidos do corpo.
Ela é desenvolvida com base em proteínas derivadas da placenta humana e tem como objetivo criar um suporte biológico que favoreça o crescimento organizado das fibras nervosas lesionadas.
Não se trata de um medicamento comercializado nem de um tratamento aprovado para uso amplo.
Para que serve a polilaminina?
A polilaminina está sendo estudada para:
- Lesões recentes na medula espinhal
- Trauma grave na coluna com comprometimento neurológico
- Casos em que há interrupção da comunicação entre cérebro e membros
O foco das pesquisas é avaliar se a substância pode estimular a reconexão das fibras nervosas e melhorar a função motora após danos neurológicos.
Esses estudos são conduzidos por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), dentro de protocolos clínicos controlados.
Como funciona a polilaminina?
Após uma lesão na medula espinhal, as conexões entre os neurônios são interrompidas, dificultando os movimentos e a sensibilidade.
A proposta da polilaminina é atuar como um “andaime biológico”, servindo de suporte para que as fibras nervosas possam crescer de forma organizada na região lesionada.
Nos estudos de fase 1 autorizados pela Anvisa, a laminina é diluída para formar a polilaminina e aplicada por injeção única diretamente na área da lesão, em pacientes com trauma ocorrido há menos de 72 horas e que já possuem indicação cirúrgica.
Nesta fase inicial, o objetivo principal é avaliar a segurança da aplicação.
Polilaminina já é aprovada pela Anvisa?
Não.
A polilaminina ainda não possui aprovação da Anvisa para comercialização ou uso clínico amplo no Brasil. Seu uso está restrito a estudos científicos autorizados.
Isso significa que ela não está disponível em hospitais, clínicas particulares ou para compra direta.
Onde encontrar polilaminina?
Atualmente, a polilaminina só pode ser acessada dentro de pesquisas clínicas autorizadas por órgãos reguladores.
Não é vendida em farmácias nem oferecida como tratamento padrão para lesões medulares.
Pacientes interessados devem buscar informações exclusivamente por meio de centros de pesquisa reconhecidos e acompanhar comunicados oficiais das instituições responsáveis pelos estudos.
Se precisar de atendimento no Proncor e no Santa Marina, confira abaixo os contatos:
Central de atendimento: Ligue para 3003-3230, das 6h às 19h.
Agendamento online: Acesse www.hospitalproncor.com.br para marcar consultas e exames.
WhatsApp: Entre em contato com nossa assistente virtual pelo (21) 2101-2658.
Concierge: (67) 99830-4241


