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Campo Grande, Terça-feira, 18 de Setembro de 2018

20/03/2012 15:54

Dividido entre Giroto e Azambuja, Mandetta diz que vai defender o DEM

Wendell Reis

Deputado promete analisar com as demais lideranças o destino do partido na Capital

Mandetta diz que já levou a decisão ao conhecimento de Puccinelli, Trad e AzambujaMandetta diz que já levou a decisão ao conhecimento de Puccinelli, Trad e Azambuja

Em meio a uma disputa entre dois aliados na Capital - PMDB e PSDB -, os líderes do DEM devem optar por fortalecer o partido nas eleições em outubro de 2012. O partido tinha como pré-candidato o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM), mas ele não foi escolhido como pré-candidato do grupo do prefeito Nelson Trad Filho (PMDB) e do governador André Puccinelli (PMDB).

Fora da disputa, o DEM se encontra dividido entre os que preferem apoiar a pré-candidatura do deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB), como o presidente estadual do partido, deputado Zé Teixeira, e os que optam pelo deputado federal Edson Giroto (PMDB), a exemplo de Mandetta, que tem uma relação de gratidão com Trad, seu primo, responsável por lançá-lo na política.

Em meio a esta confusão, Mandetta informou que o partido vai analisar com calma e decidir pelo que será melhor para fortalecê-lo. O empate nas preferências entre os maiores líderes, em se tratando de mandato, fará o partido sentar e discutir qual aliança pode trazer um retorno melhor e garantir o objetivo do DEM, que é sair de um representante e conquistar três cadeiras na Câmara de Campo Grande.

Mandetta esclarece que tem uma proximidade com Trad, mas não pode chegar para o partido e dizer que tem uma amigo em Campo Grande e por isso pretende apoiá-lo. Para ele, isso seria uma falta de consideração. Mandetta promete fazer cálculo para saber qual coligação será melhor.

Indagado se o apoio ao PMDB não dificultaria a eleição de vereadores do DEM, Mandetta explica que o PMDB pode lançar uma chapa pura na proporcional, deixando o DEM em uma coligação com o PR, o que, para ele, não traria prejuízo.

Mandetta reconhece que atualmente o partido não é valorizado pelo PMDB, mesmo estando na base aliada. Assim, promete uma análise maior das possibilidades para tomar uma decisão. O deputado esclarece que o DEM ficou enferrujado na Capital porque as maiores lideranças, Zé Teixeira e Murilo Zauith, que a época era do DEM, fez o partido crescer muito em Dourados e não evoluir em Campo Grande.

Mandetta afirma que o partido também deve ouvir a população para saber qual o melhor caminho para o DEM. Para isso, prefere aguardar um pouco mais, analisando o quadro político mais para frente, quando as candidaturas já estiverem consolidadas.

“Eu posso no primeiro turno apoiar o Azambuja e no segundo o Giroto. Ou apoiar o Giroto no primeiro turno e o Azambuja no segundo. Não fecho portas. Não se faz política fechando portas”.



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