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Política

Eduardo Leite defende diversidade para solucionar problemas do Brasil

Governador gaúcho destacou que o Poder Público precisa intervir na economia para combater desigualdade

Por Adriel Mattos | 10/09/2021 22:10
Chefe do Executivo estadual gaúcho esteve em Mato Grosso do Sul, em busca de votos para ser candidato do PSDB à Presidência. (Foto: Kísie Ainoã)
Chefe do Executivo estadual gaúcho esteve em Mato Grosso do Sul, em busca de votos para ser candidato do PSDB à Presidência. (Foto: Kísie Ainoã)

Em visita a Mato Grosso do Sul como pré-candidato do PSDB à Presidência da República, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, defendeu a diversidade como forma de construir soluções para os desafios e problemas do Brasil. Leite se reuniu com a cúpula tucana sul-mato-grossense nesta sexta-feira (10).

“A diversidade da nossa população é um ativo. Temos tantas raças, tantos credos, tudo isso nos torna mais fortes e criativos. E as empresas já estão percebendo isso. Se você pega um grupo de homens brancos de meia-idade analisando um problema, a solução vai ser só sob um ponto de vista. Mas se você reúne homens, mulheres, negros, público LGBT+, pessoas com deficiência, a experiência de vida de cada um faz com que olhem o problema de vários ângulos e, consequentemente, teremos uma solução mais criativa”, ponderou, em entrevista exclusiva ao Campo Grande News.

Leite afirmou ainda que o País precisa superar a polarização e iniciar um novo capítulo. “A missão do [presidente da República, Jair] Bolsonaro era impedir a volta do PT. A missão do [ex-presidente Luiz Inácio] Lula [da Silva] era apontar um caminho. Mas ele já foi candidato várias vezes, o que pode vir de novo agora?”, questiona.

Mesmo o PSDB tendo ocupado a Presidência, com Fernando Henrique Cardoso entre 1995 e 2002, o governador ressalta a marca reformista do PSDB. “Na reforma da Previdência, o PSDB esteve lá com o relator. O Marco [Legal] do Saneamento teve a liderança do PSDB. As principais reformas do País tiveram a digital do PSDB”, cita.

Governador diz que Lula e Bolsonaro deram suas contribuições, mas País precisa começar novo capítulo. (Foto: Kísie Ainoã)
Governador diz que Lula e Bolsonaro deram suas contribuições, mas País precisa começar novo capítulo. (Foto: Kísie Ainoã)

Para reforçar o exemplo, Leite citou a reforma previdenciária que realizou em seu estado. “Eu faço um governo reformista. Fizemos a reforma das carreiras [públicas], reforma administrativa e fomos o único estado que ousou fazer a reforma da previdência dos militares, com a mesma profundidade do plano de carreira dos civis. Fizemos as reformas com diálogo, com serenidade, mas fazendo enfrentamento nos argumentos. Temos competência para tocar, inclusive, a reforma tributária, onde fizemos no Rio Grande do Sul, dentro da competência que temos”, justificou.

Desigualdade e moralismo - O tucano defendeu o papel do Estado na economia, principalmente, no combate à desigualdade. “Em um país com uma imensa desigualdade como o Brasil, não tem espaço para que o mercado [financeiro] resolva tudo. O governo tem um papel fundamental no combate à desigualdade e geração de oportunidades. De um lado, gerar oportunidades a partir da educação, e o Estado precisa estender a mão com políticas públicas de transferência de renda, bem focalizada e suporte às famílias mais pobres”, avaliou.

Questionado sobre o enfoque em questões morais e religiosas no debate público, Leite voltou a lamentar a polarização. “Se desperdiça muito tempo enfrentando uns aos outros e não é exclusividade do Brasil. No mundo, vemos a questão da imigração, que tiraria empregos, isso se falou nos Estados Unidos e na Europa, mas a solução passa pela qualificação. Aqui no Brasil, os culpados são de dentro. Então cria-se uma cortina de fumaça e agora o que mais mobiliza é o inimigo em comum”, ressaltou.

Ele completa lembrando que o debate já está carregado. “Não é fácil combater isso. A gente vê pelas redes sociais que as pessoas nem querem ouvir. Mas eu estou convencido de que parte da população quer moderação e que precisamos atacar os problemas reais”, conclui.

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