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Política

Em MS, ministro da Educação entrega ônibus e defende 'conservadorismo'

Ministro falou sobre política, gênero e até vacina, mas educação ficou de fora do discurso

Por Nyelder Rodrigues e Clayton Neves | 08/03/2021 19:24
Ministro Milton Ribeiro em visita realizada nessa segunda-feira a Campo Grande (Foto: Paulo Francis)
Ministro Milton Ribeiro em visita realizada nessa segunda-feira a Campo Grande (Foto: Paulo Francis)

Mais do mesmo e uma defesa insólita do conservadorismo. Assim pode ser classificado o discurso do ministro da Educação, Milton Ribeiro, em visita realizada a Campo Grande para a entrega de 164 ônibus escolares para os 79 municípios de Mato Grosso do Sul, em evento no Parque das Nações Indígena, nessa tarde de segunda (8).

A visita foi aclamada por prefeitos, parlamentares e demais políticos sul-mato-grossenses, e contou com um rápido discurso de Milton, que é pastor presbiteriano e um dos conselheiros da Universidade Mackenzie, mantida pela igreja, em São Paulo (SP).

Logo de cara o ministro se vangloriou de ter retirado de livros para crianças de 6 a 10 anos temas que, segundo ele, não são apropriados para essa idade, como o gênero sexual. Depois, ele partidarizou a questão e ainda fez críticas a imprensa.

"É uma discussão que partidos fazem sobre o tema, partidos que não somam e com o pensamento da maioria do povo brasileiro, que elegeu uma visão mais conservadora e que colocou nosso presidente no ponto mais alto da administração pública", discursa.

Ribeiro ainda crava que o brasileiro não quer a destruição dos "valores dessa pátria" em maioria cristão, sendo assim o projeto de Jair Bolsonaro o vencedor nas urnas em 2018. "As pessoas e sobretudo a imprensa podem chamá-lo do que quiserem, menos de corrupto, pois ele não rouba e nem deixa roubar", dispara.

As falas seguiram com o ministro atirando contra alguns jornalistas que, segundo ele, se referem a ele de forma pejorativa como pastor. "Quero dizer que não me envergonho do evangelho pois o poder de Deus é para a salvação de todos aqueles que creem".

Vacinas e punições - Após falar de questões mais pessoais, o ministro abordou assuntos mais ligados a pasta da Educação, como a vacinação dos professores, solicitada pelo ministério em outubro de 2020, mas até hoje não atendida.

"Fiz esse pedido à Casa Civil para que possamos voltar logo às aulas, mas não podemos fazer o jogo de alguns grupo que querer paralisar o Brasil", indicou o ministro pouco antes de encerrar o seu discurso, sem detalhar a entrega dos 164 veículos.

Por fim, ele falou sobre o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), advertindo os prefeitos que apresentarem problemas nas prestações de contas. "Fica a advertência que se as contas não forem apresentadas de maneira correta, sou obrigado a vetar o acesso aos recursos", finalizou o ministro.

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