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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

15/07/2013 17:30

Gasto do TRE com alimentação sobe 146,65% e inclui até coquetéis

Zemil Rocha e Aline dos Santos
Despesa do TRE com alimentos subiu de R$ 54 mil em 2012 para 133 mil este ano (Foto: Arquivo) Despesa do TRE com alimentos subiu de R$ 54 mil em 2012 para 133 mil este ano (Foto: Arquivo)

Os gastos ordinários do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Mato Grosso do Sul com alimentação não param de crescer no atual exercício financeiro e já superam aumento de 146,65% em relação aos realizados em 2012, ano das eleições municipais. Neste ano, os gastos já somam R$ 133.552,69, sem contar R$ 35.790,00 de pregão presencial lançado hoje, conforme publicação no Diário Oficial da União, para fornecimento de coffee break e coquetéis, enquanto em 2012 somaram R$ 54.145,00.

Na contabilidade dos gastos de 2012, não foram computados os valores extraordinários usados pelo TRE para cobrir alimentação durante as eleições municipais de outubro, cujos valores totalizaram R$ 148.320,00, a partir de contrato com a empresa Palladares Restaurante Ltda-ME, com vivência a partir de 28 de junho de 2012. Os itens incluíram refeições, coquetéis e coffee breaks.

Chama atenção o fato de que até o ano passado, os gastos com alimentação do TRE praticamente se restringiram a café, mate e açúcar com vigência anual, enquanto no atual exercício foram incluídos, além destes, leite em pó desnatado e “gêneros alimentícios” diversos, sem especificação no relatório de compra direta, não consumidos pela maioria dos servidores, e grande quantidade de “água mineral”. Em 2012, os gastos com água mineral eram pequenos, não passando de R$ 2 mil, tendo subido em 2013 para R$ 12 mil com a empresa X Gás Comércio de Gás Ltda, vigência de 1º de janeiro a 31 de dezembro.

O TRE comprou no ano passado açúcar cristalizado com a empresa J. Brilhante Comércio Ltda, no valor de R$ 9.940,00; chá mate com a J. A. Campagna, no valor de R$ 6.255,00; e café em pó com a empresa Fino Sabor Ind. e Com. Ltda, no valor de R$ 37.950,00. As três contratações totalizaram R$ 54.145,00 e ocorreram para o período de 23 de março de 2012 a 22 de março de 2013.

Neste exercício de 2013, o TRE fez compras diretas de “gêneros alimentícios” da Psiu Alim. Ltda, por pregão em 7 de fevereiro, no valor de R$ 24.863,29; açúcar cristal (5 Kg), por pregão em 14 de maio, com CDV Com. Ltda, no valor de R$ 13.014,00; e café torrado, por pregão em 14 de maio, com Café Baronesa Ltda EPP, no valor de R$ 59.160,00.

Também foram adquiridos, por pregão em 14 de maio, junto à CDV Com. Ltda, leite em pó desnatado, no valor de R$ 11.280,00; açúcar cristal, no valor de R$ 13.014,00; e adoçante à base de sacarina, no valor de R$ 221,40. Somando-se com a compra de R$ 12.000,00 em água mineral, da X Gás Com. de Gás Ltda, totaliza R$ 133.552,69.

Novo pregão – Está previsto para o dia 26 de julho de 2013 a abertura de envelopes de um novo pregão do TRE para eventual futura contratação de prestação de serviços de buffet no valor de R$ 35.790,00. A licitação 31/2013, publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União, prevê o fornecimento de coffee break e coquetéis aos servidores, autoridades, convidados e participantes de eventos da Justiça Eleitoral, como solenidades, cursos de capacitação e treinamentos.

Nesta segunda-feira (15) começou o prazo para entrega das propostas. O pregão será realizado através do site Compras Net, portal de compras do governo federal.

O TRE foi questionado sobre o aumento dos gastos com alimentos e o fato de a sociedade ter cobrado nas ruas mudanças de posturas dos dirigentes de órgãos públicos, tendo levado inclusive a Câmara de Campo Grande e o Ministério Público a anunciarem cancelamento de contrato de lanchinhos, mas até o fechamento desta matéria não houve resposta.

Levantamentos realizados pela imprensa mostram que, no total, os gastos do Ministério Público Estadual, Tribunal de Justiça, Assembleia legislativa e Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com cafés e lanches superam R$ 1 milhão neste ano. O gasto maior é o do TJMS, R$ 702 mil, seguido pelo do MPE, R$ 260 mil, TRE 133,5 mil e Assembleia, R$ 77 mil.

 

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Da minha parte não se trata de egoísmo. É só questão de opinião mesmo. Não sou funcionário público e nem tenho parentes em cargos públicos. Apenas acho que se opor a realização de coquetéis pelo TRE não é razoável. Não tem nada a ver com Monarquia, mas não pretendo me alongar, acho que o PT está nos fazendo esquecer o que é Estado. Grave não são os coquetéis do TRE, que é um Tribunal sério, grave é corrupção, emprego público desnecessário e mediante nomeação, utilização da máquina pública de acordo com os níveis de popularidade dos governantes e o não cumprimento de decisões judiciais com medo da opinião publica. Se não há corrupção, não vejo nada de errado, mas respeito e não tenho nojo de quem pensa diferente de mim.
 
Carlos Roberto em 16/07/2013 20:56:06
(- dinheiro) para "cerimônias de posse ou outras do gênero" e (+ dinheiro) para o essencial; não é com uma "balada" que se "afirma o poder do próprio Estado".
 
João Czar em 16/07/2013 14:17:04
Esses comentários que, ainda, defendem este tipo de prática são N.O.J.E.N.T.O.S. Revelam um egoismo enorme. Parece que se você "estudar" (memorizar leis) e passar em um concurso , esta livre para fazer o que bem entende. A sociedade carece de pessoas na carreira pública que respeitem as leis e os princípios morais e éticos. De que adianta ser "culto", saber de todas as normas jurídicas e não cumpri-las? Essas pessoas, que usam ironicamente o termo povão e povo para diminuir aqueles cidadãos indignados por verem seus impostos sendo gastos desta maneira, precisam ser avisados que NÃO estamos mais em uma monarquia, e sim num Regime Democrático de Direito, em um Governo Republicano, onde o povo é de importância basilar.
 
João Czar em 16/07/2013 14:08:20
Durante anos trabalhei como voluntário nas eleições, pois acreditava que a justiça eleitoral primava pela ética. Toda esta gastança com comes e bebes é legal, mas será que é ético. Não só a justiça eleitoral como todos os órgãos do poder judiciário.
 
paulo souza brasil em 16/07/2013 11:14:27
Se o voto não fosse obrigatório, não haveria necessidade dessa estrutura monstruosa que sangra os cofres públicos. Vergonha.
 
Tereza Cunha em 16/07/2013 10:32:31
Pompa com o dinheiro dos outros é fácil!.. E ainda acham que estão no direito deles!
 
Alex Moraes em 16/07/2013 09:51:46
PARADOXO!!!. Estes Srs. e Sras. do TRE, tão ciosos, revogam mandatos e direitos de políticos pegos dando um vale combustível de R$50.00 em troca de voto; o que é corretíssimo. Mas, e agora como é que ficam as Excelências?
 
Luiz Carlos Sobral em 16/07/2013 09:47:06
Concordo com vc Carlos Roberto!!! O povo adora falar mal dos três Poderes, mas estudar que é bom, nada!!! Bora acordar povão e estudar, um dia vcs chegam la tbm!!!
 
Ana Clara em 16/07/2013 09:08:45
Estamos chegando um tempo onde a coisa pública deverá passar a ser tratada com mais respeito e ponderação....
 
marco antonio em 16/07/2013 08:41:58
A maioria da população sai sem café da manhã de casa para ir trabalhar e se quiser fazer um lanchinho no trabalho tem que levar de casa, pegando esses ônibus lotados sem nenhum conforto, e esses servidores públicos, que devem trabalhar em prol da população, gastando nosso dinheiro com luxos e mordomias. ESSE É O BRASIL SEM RUMO E CHEIO DE RAPOSAS TUNGANDO NOSSOS IMPOSTOS EM BENEFÍCIO PRÓPRIO..
 
Paulo Bonsini em 16/07/2013 08:27:47

E quem paga a conta são os burros dos eleitores...
 
JOSE RODRIGUES em 15/07/2013 20:42:04
Mais uma vergonha do poder público.
Agora me diz se é necessário tanta propaganda para recadastramento Biométrico se nem está sendo realizado na maioria dos municípios do Brasil, é uma gastação desenfreada...e ninguém se manifesta, políticos pra que foram eleitos ???
 
Carlos Magno em 15/07/2013 19:35:57
Vai ser difícil esse povo deixar esses costumes de farrear com o nosso dinheiro.
Eles parecem viciados em drogas, precisam de tratamento, e o Dr.Povão tem o tratamento certo para eles
 
ALBERTO DE AZEVEDO em 15/07/2013 19:05:08
E VIVA A FARRA COM DINHEIRO PÚBLICO !
 
Marcos Figueiredo em 15/07/2013 18:59:23
Estamos chegando num tempo em que o Poder Judiciário talvez não possa realizar cerimônias de posse ou outras do gênero. Essas cerimônias e a pompa que lhes é peculiar são inerentes aos cargos ocupados e de modo a afirmar até mesmo o poder do próprio Estado. São um gasto que o Estado, infelizmente ou não, tem a obrigação de fazer. Aliás, esses cargos públicos, ao contrário dos cargos políticos, são acessíveis a qualquer cidadão via concurso. Casos de corrupção é que devem ser execrados, o que não me parece o caso.
 
Carlos Roberto em 15/07/2013 18:41:38
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