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Campo Grande, Domingo, 20 de Agosto de 2017

01/04/2017 09:40

Quatro comissões da Câmara chamam ministro para falar da Carne Fraca

Esta semana foram aprovados oito requerimentos chamando Blairo Maggi ao parlamento federal

Lucas Junot
Ao centro, o presidente da Comissão de Agricultura, Sergio Souza, foi quem sugeriu convite ao ministro (Foto: Cleia Viana/ Câmara dos Deputados)Ao centro, o presidente da Comissão de Agricultura, Sergio Souza, foi quem sugeriu convite ao ministro (Foto: Cleia Viana/ Câmara dos Deputados)

Pelo menos quatro comissões temáticas da Câmara dos Deputados querem que o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, compareça ao colegiado para debater os efeitos econômicos e sociais da operação Carne Fraca, da Polícia Federal - que investiga esquemas de corrupção para a liberação de produtos em alguns frigoríficos sobre o setor agropecuário nacional. Parlamentares aprovaram, esta semana, oito requerimentos de debates e audiências públicas para o ministro.

Só na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, cinco requerimentos com esse teor foram aprovados. Entre eles, o pedido do presidente da comissão, deputado Sergio Souza (PMDB-PR), para que o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, vá a Casa de Leis.

Souza quer discutir com o ministro, por exemplo, “as possíveis medidas que o Parlamento pode tomar para recuperar a credibilidade do Brasil no mercado nacional e internacional”. Outro requerimento de Souza, aprovado pela comissão, pede debate com representantes do setor, incluindo da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes).

Também foi aprovado pedido do deputado Celso Maldaner (PMDB-SC) de audiência sobre a repercussão da operação, com diversos convidados, incluindo o ministro Blairo Maggi, representante do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor e delegado da Polícia Federal.

Já o deputado Assis do Couto (PDT-PR) quer discutir o modelo de inspeção sanitária de produtos de origem animal adotado no País, com Maggi e com o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), entre outros convidados. O deputado Izaque Silva (PSDB-SP) também pediu que o ministro fosse ouvido pela comissão sobre a operação.

Comércio internacional - Na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços, foi aprovado requerimento do deputado Adail Carneiro (PP-CE) de audiência pública sobre as possíveis consequências da Operação Carne Fraca para o desenvolvimento econômico do País. Para o deputado, a imposição de qualquer restrição ao comércio de carnes é bastante preocupante.

“O País é o segundo maior exportador de carne bovina e o maior exportador de frango do mundo, além de ocupar o quarto lugar nos embarques de suínos. Juntos, os três segmentos responderam por 7,4% das exportações do Brasil em 2016, com o valor de US$ 13,7 bilhões”, justificou.

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional também vai debater os efeitos da operação sobre as exportações. Foi aprovado, no colegiado, requerimento dos deputados Luiz Lauro Filho (PSB-SP) e Pedro Vilela (PSDB-AL) pedindo debate sobre o tema com representantes do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços; do Ministério da Agricultura; da ABIEC; entre outros.

“Alguns dos maiores compradores de carne brasileira já anunciaram a suspensão total ou parcial de compra da carne brasileira; China, Japão, Suíça, Chile, Hong Kong, Egito e União Europeia divulgaram medidas neste sentido”, disse Lauro Filho.

Mais convites - A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle também aprovou um convite para que o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, compareça à comissão para esclarecer as medidas tomadas após a Operação Carne Fraca. Mas outro convite, para que o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, também comparecesse à comissão, foi rejeitado.




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