Riedel diz que meta é concluir plano de governo e só pensa em reeleição em 2026
Em Dourados, governador diz que eleição será tratada “a seu tempo” e que cumpriu 85% das promessas de campanha
À medida que 2025 se aproxima do fim, o governador Eduardo Riedel (PP) reafirma que a prioridade de sua gestão é concluir o plano de governo apresentado na campanha de 2022, que, segundo ele, está até “na cabeceira da cama”. A declaração foi dada na manhã deste sábado (29), durante a inauguração do novo espaço físico da Rádio Grande FM, em Dourados, a 251 km de Campo Grande, onde cumpre agenda de entregas.
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Riedel evitou tratar diretamente da eleição de 2026, embora seja apontado como pré-candidato natural à reeleição. “Ainda há muito trabalho por Mato Grosso do Sul até o último dia de mandato. Claro que, a partir de junho ou julho, começam as definições partidárias, as prévias. Mas cada coisa a seu tempo. Ainda temos muita coisa para fazer”, disse.
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O governador destacou que mantém o plano de governo como referência central de sua administração e que está “satisfeito” com a gestão. “Governei o tempo todo com meu plano de governo na minha mesa de trabalho, até na cabeceira da cama, e o segui de maneira muito leal. Já temos mais de 85% do que planejamos executado”, disse Riedel.
Ele adotou cautela ao tratar do pleito de 2026 e, apesar de já ser citado nos bastidores como pré-candidato, afirmou que uma eventual candidatura dependerá das decisões internas do PP, que hoje integra federação com o União Brasil. “Ao final, se o partido desejar, se a configuração permitir e se as prévias aprovarem, vamos para a eleição. Isso faz parte da democracia. Participaremos com serenidade, humildade e foco no melhor para o Estado”, declarou.
A mudança partidária de Riedel do PSDB para o PP foi oficializada em agosto, em Brasília, no mesmo evento que sacramentou a federação PP e União Brasil. Na época, ele assumiu uma das vice-presidências nacionais da legenda, ao lado da senadora Tereza Cristina (PP-MS).
Apesar de já ter declarado que a troca não teve “cálculo eleitoral”, a articulação começou ainda em 2022, após a perda de força do PSDB no cenário nacional. Além do PP e União Brasil, Riedel já conta com apoio de siglas de direita e centro-direita, como PL, partido do ex-governador seu padrinho político Reinaldo Azambuja; PSD, do atual vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha; e do MDB, liderado por Waldemir Moka.
O PT, que apoiou Riedel no segundo turno de 2022 e integrou a base até este ano, deixou o governo em agosto. Nos bastidores, petistas articulam candidatura do ex-deputado Fábio Trad ao Executivo estadual.
Eleições 2026 – Em 2026, os brasileiros voltarão às urnas para eleger novos representantes. O pleito definirá o próximo presidente da República, governadores dos Estados e do Distrito Federal, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
As eleições para presidente e governador seguem o sistema majoritário, em que o candidato precisa obter mais de 50% dos votos válidos, desconsiderando brancos e nulos. Caso ninguém atinja esse resultado, haverá segundo turno. O mandato para ambos os cargos é de quatro anos.
O atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), poderá disputar a reeleição. Já o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está inelegível, conforme decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Devido ao cenário, partidos de direita analisam alternativas como os governadores Tarcísio de Freitas, Republicanos-SP, e Ronaldo Caiado, União Brasil-GO. A senadora Tereza Cristina também circula entre as possibilidades, embora não trate publicamente do tema.
No Senado, o sistema é de maioria simples: vence quem obtiver mais votos. Em 2026, cada Estado elegerá dois senadores, renovando dois terços da Casa. Da bancada de Mato Grosso do Sul, Soraya Thronicke, Podemos, e Nelsinho Trad, PSD, devem disputar a reeleição. Em 2022, apenas uma vaga foi disputada. O mandato de senador dura oito anos.
As eleições para a Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas seguem o sistema proporcional. Nesse modelo, são considerados tanto os votos individuais dos candidatos quanto os votos totais recebidos pelo partido ou federação. O eleitor escolhe um candidato para deputado federal e um para deputado estadual. Os mandatos duram quatro anos. Em Mato Grosso do Sul são eleitos 8 deputados federais e 24 deputados estaduais.
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