A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 21 de Agosto de 2017

22/05/2017 15:09

Secretário se defende, apresenta nota fiscal e diz que vai processar a JBS

Márcio Monteiro foi citado na delação da empresa à Lava Jato

Anahi Zurutuza
Secretário de Fazenda Márcio Monteiro (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)Secretário de Fazenda Márcio Monteiro (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)

Citado na delação premiada da JBS para a Operação Lava Jato, o secretário de Fazenda de Mato Grosso do Sul, Márcio Monteiro (PSDB), se defende e diz que vai processar os delatores por danos morais.

O deputado federal licenciado e pecuarista é apontado como uma das pessoas físicas que supostamente emitiram notas frias para “maquiar” pagamentos de propinas.

“Não tenho nada a ver com as alegações dessa delação. A prova da legalidade da venda de gado que fiz ao grupo JBS sãos as notas por mim emitidas junto com as GTAs (Guias de Trânsito Animal) e a Nota Fiscal de Entrada emitida pelo próprio frigorífico do grupo”, disse Monteiro, por meio da assessoria de imprensa, na tarde desta segunda-feira (22).

O secretário informou que “já determinou a advogados apuração e ajuizamento de ação contra o grupo JBS por danos morais”.

Monteiro diz ter reunido as sete notas fiscais emitidas por ele sobre a venda de 140 cabeças de gado ao frigorífico do grupo JBS na Capital.

Em cada uma das sete notas fiscais está anexada a respectiva e-GTA (Guia Eletrônica de Trânsito Animal) emitida pela Iagro (Agencia Estadual de Defesa Animal e Vegetal), referentes às reses embarcadas na Fazenda Imbirussu, em Jardim – a 223 km de Campo Grande. Ainda por meio da assessoria, ele detalhou que foram sete caminhões com 20 cabeças de gado cada.

O secretário destaca que a nota de entrada do carregamento na unidade frigorífica da JBS da avenida Duque de Caxias, em Campo Grande comprovam, segundo o pecuarista, que a documentação anterior não é falsa. Trata-se, na verdade, de uma “operação comercial absolutamente normal e dentro da legalidade”

De acordo com a nota emitida pela JBS, as 140 cabeças de gado vendidas ao frigorífico por Monteiro resultaram em 35,7 toneladas de carne “destinada à industrialização”, operação pela qual o frigorífico pagou R$ 333.223,80, exatamente o valor da nota anexada na delação como sendo fria.

Nesta tarde, Monteiro enviou a nota à imprensa e segundo ele, esta é a prova de que a comercialização aconteceu de verdade.

“Estou extremamente indignado. Como secretário nunca mantive qualquer relação com empresários desse grupo, apenas essa relação comercial com o frigorífico, uma venda esporádica absolutamente dentro da legalidade e com recolhimento de imposto. Recolhi R$ 1.571,00 ao Fundersul [Fundo Estadual de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de Mato Grosso do Sul] e toda operação está contabilizada. Gado declarado, baixa das cabeças comercializadas na contabilidade e recebimento da venda na minha Declaração de Imposto de Renda”, enfatizou o secretário.

Nota fiscal enviada por Monteiro à imprensa (Foto: Reprodução)Nota fiscal enviada por Monteiro à imprensa (Foto: Reprodução)



Eu não entendi nada dessa nota fiscal aí não, foram vendidas 140 cabeças de gado, ou 35.700 toneladas de carne? fazendo as contas aqui 35.000 toneladas de carne cada boi pesava 250 kilos é isso? Não era mais fácil por as 140 cabeças de gado? Pegando o valor total da nota e dividindo pela quantidade de bois 333.223,8 / 140 = 2380,17 cada boi?
Ali na nota aparece 35 toneladas e 700 kilos de carne por aquele total, quer dizer que os frigoríficos pagam um pouco mais que R$ 9,30 por uma tonelada de carne?? E a gente paga isso pelo kilo?
Ai gente, ajuda fazer essa conta ai.
E o Secretário de Estado, pode ter negócios e vender para empresas com benefícios do governo a qual ele é responsável?
 
Sandra em 22/05/2017 15:55:34
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions