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Política

Votação começa com chuva no maior colégio eleitoral do interior de MS

Precipitação já dura quase 4 horas e acumula 40 milímetros neste domingo

Por Helio de Freitas, de Dourados | 04/10/2026 07:16
Votação começa com chuva no maior colégio eleitoral do interior de MS
Servidora da Justiça Eleitoral chega à Escola Estadual Abigail Borralho, neste domingo (Foto: Leandro Holsbach)

O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 começou com chuva neste domingo (4) em Dourados, maior colégio eleitoral do interior de Mato Grosso do Sul, com 166.157 eleitores aptos. A precipitação começou por volta de 4h e, conforme o Guia Clima, da Embrapa Agropecuária Oeste, já acumula 40 milímetros.

RESUMO

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O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 começou com chuva em Dourados (MS), maior colégio eleitoral do interior do Estado, com 166.157 eleitores, 82 locais de votação e 588 seções. A votação vai das 7h às 16h, no horário local. Cada eleitor fará seis escolhas, incluindo dois senadores. É obrigatório apresentar documento com foto, e o celular deve ser deixado fora da cabine. Eventual segundo turno será em 25 de outubro.

Apesar de fortes trovoadas, a estação agrometeorológica da Embrapa registrou vento de apenas 7,5 quilômetros por hora. Único registro de estrago até agora é a queda de uma árvore no interior do Parque Antenor Martins, mas atingiu o cercado e os galhos caíram sobre parte da pista, na Rua José Roberto Teixeira, no Jardim Flórida.

Eleições em Dourados

Segundo dados atualizados do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), o segundo maior colégio eleitoral do Estado terá 82 locais de votação e 588 seções eleitorais.

A votação começou às 7h e termina às 16h, no horário de Mato Grosso do Sul, equivalente ao período das 8h às 17h pelo horário de Brasília. Quem chegar ao local e estiver na fila até as 16h terá assegurado o direito de votar. Caso seja necessário segundo turno para presidente da República ou governador, a nova votação será realizada em 25 de outubro.

O eleitorado douradense está dividido entre duas zonas eleitorais. A 18ª Zona Eleitoral concentra a maior parte, com 92.940 eleitores, distribuídos por 334 seções e 46 locais de votação. Já a 43ª Zona Eleitoral reúne 73.217 eleitores, com 254 seções funcionando em 36 locais. A soma chega aos 166.157 eleitores, 588 seções e 82 locais existentes no município. Os números constavam no Sistema Elo da Justiça Eleitoral na manhã de quinta-feira (1º).

A abrangência das duas zonas vai além dos limites de Dourados. A 18ª também é responsável por Douradina, enquanto a 43ª atende Itaporã e Laguna Carapã. Considerando apenas Dourados, porém, entram na conta os 166,1 mil eleitores citados pela Justiça Eleitoral.

Candidatos

Além do tamanho do eleitorado, a eleição deste ano coloca novamente candidatos com base e domicílio eleitoral em Dourados na disputa por cadeiras na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) e na Câmara dos Deputados.

Entre os deputados estaduais ligados diretamente ao município e que tentam permanecer na Assembleia estão Zé Teixeira (PL), Renato Câmara (Republicanos), Lia Nogueira (PSDB) e Gleice Jane (PT). Renato, que construiu parte da carreira política em Ivinhema, transferiu posteriormente o domicílio eleitoral para Dourados.

A disputa estadual também ganhou novos nomes de Dourados. Entre eles estão a vice-prefeita Gianni Nogueira (PL), Bárbara Resende (União Brasil), Tiago Botelho (PT), os vereadores Marcelo Mourão (PL) e Rubens de Prates (PL) e o ex-vereador Aurélio Bonatto (Avante).

Para a Câmara dos Deputados, dois parlamentares com base em Dourados tentam a reeleição: Geraldo Resende (União Brasil) e Rodolfo Nogueira (PL). Também estão na disputa nomes da política municipal, entre eles o ex-prefeito Alan Guedes (PP) e os vereadores Elias Ishy (PT) e Isa Marcondes (Republicanos).

O deputado federal Marcos Pollon (PL) e a senadora Soraya Thronicke (PSB), candidatos à reeleição, nasceram em Dourados, mas têm domicílio eleitoral em Campo Grande, conforme registros divulgados durante a campanha. Por isso, não entram na relação de candidaturas com domicílio no município apenas pelo fato de serem douradenses.

Dourados também está representada na disputa majoritária pelo atual vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha (Republicanos), que possui domicílio eleitoral no município e novamente integra como candidato a vice a chapa encabeçada pelo governador Eduardo Riedel (PP).

Outro postulante com domicílio eleitoral em Dourados e que disputa a eleição majoritária é Jeferson Bezerra, candidato a governador pelo Agir.

Votação começa com chuva no maior colégio eleitoral do interior de MS
Escola Estadual Presidente Vargas ainda sem movimento de leitores, na manhã deste domingo (Foto: Leandro Holsbach)

Seis escolhas na urna

O tamanho da votação é um dos pontos que exigem atenção neste ano. Cada eleitor fará seis escolhas, porque duas das três cadeiras de Mato Grosso do Sul no Senado estão sendo renovadas. A sequência na urna será: deputado federal, deputado estadual, senador na primeira vaga, senador na segunda vaga, governador e presidente da República.

Para deputado federal, o número tem quatro dígitos; para deputado estadual, cinco; para senador, três; e para governador e presidente, dois. No caso do Senado, o eleitor precisa escolher dois candidatos diferentes. Se repetir o mesmo número nas duas etapas destinadas ao Senado, o segundo voto será anulado.

A recomendação da Justiça Eleitoral é levar uma colinha de papel com os números na ordem em que aparecerão na urna. Além de diminuir a possibilidade de erro, a medida pode agilizar a passagem pela cabine e reduzir filas. A urna usada em 2026 também apresenta uma barra de progresso na parte superior da tela, indicando quais cargos já foram preenchidos e quantos ainda faltam.

Documento e celular

Não é obrigatório apresentar o título eleitoral impresso. Para votar, o eleitor deve apresentar documento oficial com foto. O e-Título também pode ser utilizado para identificação quando apresentar fotografia do eleitor. A situação eleitoral e o local de votação podem ser conferidos antecipadamente pelo aplicativo ou pelos serviços de consulta da Justiça Eleitoral.

O celular, porém, não acompanha o eleitor até a urna. Telefones, máquinas fotográficas, filmadoras e outros equipamentos capazes de registrar o voto devem ser desligados e deixados no local indicado pelos mesários antes da entrada na cabine. Quem se recusar a entregar o aparelho não poderá votar naquele momento, e a ocorrência poderá ser registrada em ata.

A regra existe para preservar o sigilo do voto e impedir que imagens sejam utilizadas, por exemplo, como comprovação da escolha feita pelo eleitor. Por esse motivo, quem pretende consultar números de candidatos deve levar as anotações em papel, e não deixar a "cola" armazenada apenas no telefone.

Confira onde votar

Mesmo quem vota há anos no mesmo lugar deve consultar novamente zona, seção e endereço antes de sair de casa. O TRE-MS informou que houve alterações provisórias de locais de votação em Mato Grosso do Sul para as eleições deste ano e recomenda a conferência antecipada pelo e-Título ou pelo Autoatendimento Eleitoral.

Em Dourados, a Central de Atendimento ao Eleitor funciona na Rua Montese, 435, Jardim Londrina, mesmo endereço onde estão sediadas as zonas eleitorais. A consulta ao local de votação também pode ser feita pela internet usando o nome do eleitor ou o número do título.

Dourados é ainda um dos dois municípios de Mato Grosso do Sul habilitados para receber voto em trânsito, ao lado de Campo Grande. O serviço, no entanto, só poderá ser utilizado por quem fez a solicitação antecipadamente, dentro do prazo encerrado em 20 de agosto. Na cidade, o ponto definido para essa modalidade é a Paróquia São José Operário, no cruzamento da Avenida Marcelino Pires com Rua Floriano Peixoto.

Neste dia de eleição, o eleitor pode manifestar individual e silenciosamente sua preferência por candidato, partido, coligação ou federação. Já práticas como boca de urna, arregimentação de eleitores e propaganda destinada a influenciar o voto no próprio dia da eleição são proibidas pela legislação eleitoral. As regras para o primeiro turno estão disciplinadas pela Resolução 23.759/2026 do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Com o fechamento das urnas às 16h no horário de Mato Grosso do Sul, começa a etapa de transmissão e totalização dos votos. Dourados terá pontos próprios de transmissão vinculados às duas zonas eleitorais, incluindo as sedes da 18ª e da 43ª zonas e unidades instaladas em locais definidos pela Justiça Eleitoral.

Para evitar imprevistos, a principal orientação é simples: conferir previamente onde votar, separar um documento com foto, anotar em papel os números dos candidatos e lembrar que, desta vez, serão seis escolhas na urna, incluindo dois votos diferentes para o Senado.

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