Adeus aos óculos: médica explica mitos e verdades sobre cirurgias refrativas
Novas tecnologias permitem corrigir até 20 graus de miopia sem necessidade de óculos

Para quem convive com óculos desde a infância ou adolescência, a ideia de acordar e enxergar o mundo com nitidez ainda parece distante ou até arriscada. Medo, falta de informação e mitos antigos sobre cirurgias oculares fazem com que muita gente adie uma decisão que, na prática, pode transformar profundamente a rotina, a autonomia e a qualidade de vida.
RESUMO
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A cirurgia refrativa tem se mostrado uma solução eficaz para pessoas que desejam abandonar o uso de óculos ou lentes de contato. De acordo com a oftalmologista Dra. Flávia Brito, existem diferentes técnicas disponíveis, como o PRK e LASIK para pacientes jovens, e a troca do cristalino para pessoas acima de 45 anos. O procedimento é considerado extremamente seguro e pode corrigir diversos graus de miopia, inclusive casos mais severos. A recuperação varia conforme a técnica escolhida, podendo ser praticamente imediata no LASIK ou levar até 30 dias no PRK. A médica alerta ainda para o aumento da miopia entre jovens, relacionado ao uso excessivo de telas.
É nesse ponto que entra a cirurgia refrativa, procedimento oftalmológico indicado para corrigir miopia, astigmatismo e outros erros de refração, permitindo que o paciente deixe de usar óculos ou lentes de contato. Segundo a oftalmologista Dra Flávia Sotolani Brito, a cirurgia vai muito além de uma questão estética.
"Dentro da oftalmologia, as cirurgias refrativas são aquelas que a gente faz para o paciente deixar de usar óculos. Isso muda a vida da pessoa, porque devolve liberdade.”
Quando se fala em cirurgia refrativa, muita gente imagina apenas o laser. Mas, na prática, existem diferentes abordagens, indicadas conforme idade, grau e estrutura ocular.
A cirurgia refrativa a laser é a mais difundida, principalmente nos pacientes mais jovens, que têm miopia ou astigmatismo, geralmente graus para longe.”
Para esses casos, o laser atua diretamente na córnea, corrigindo o grau existente. Mas há um critério fundamental: estabilidade.
Indicamos em pacientes acima de 21 anos, com grau estável há pelo menos um ano. O laser trata o grau daquele momento. Se o grau continua aumentando, ele vai voltar depois.”
Já para pacientes a partir dos 45 ou 50 anos, surge outra possibilidade: a troca do cristalino, também chamada de antecipação da cirurgia de catarata.
“Em vez de esperar o paciente ter 60 ou 70 anos, a gente pode antecipar. Implantamos uma lente dentro do olho e o paciente não usa mais óculos nunca mais.”
Segundo a médica, essa antecipação permite que o paciente desfrute mais cedo de algo que, no passado, só viria na velhice: independência visual.
Medo de cirurgia no olho ainda é comum
O receio é quase automático quando o assunto envolve os olhos. Dor, risco, pós-operatório complicado. Mas a realidade costuma ser bem diferente.
“A cirurgia refrativa a laser é a cirurgia mais segura que existe. O laser é totalmente calibrado: você coloca o grau e ele executa exatamente aquilo.”
O procedimento é feito com o paciente acordado, por um motivo técnico importante. “A gente precisa da colaboração do paciente, porque o laser tem que ser aplicado exatamente no centro da pupila. Se o paciente estiver sedado, o foco se perde.”
Apesar da ansiedade inicial, o pós-operatório costuma ser tranquilo, especialmente dependendo da técnica escolhida.
PRK ou LASIK: qual a diferença?
A oftalmologia trabalha, basicamente, com duas técnicas principais de cirurgia refrativa a laser.
“No PRK, a gente faz uma raspagem da córnea e aplica o laser. A recuperação visual é um pouco mais lenta. Nos primeiros dias há incômodo e a visão fica embaçada. Em até 30 dias, a visão atinge 100%.”
Já no LASIK, a recuperação é muito mais rápida.
“É como se cortássemos uma tampinha da córnea, aplicássemos o laser e colocássemos essa tampinha de volta. A recuperação visual é praticamente imediata. O paciente chega enxergando pouco e sai enxergando muito bem.”
Em muitos casos, no dia seguinte a pessoa já consegue retomar atividades rotineiras. Grau alto não é, necessariamente, impedimento. Um dos mitos mais comuns é achar que graus elevados inviabilizam qualquer cirurgia. Nem sempre.
“Já operei pacientes com 8, 9 graus de miopia com laser e eles ficaram muito bem.”
Em casos de graus extremamente altos ou quando a córnea não suporta o laser, existe outra alternativa: o implante de lente fácica.
“A gente implanta uma lente dentro do olho sem tirar o cristalino. Ela corrige até cerca de 20 graus de miopia. O paciente entra praticamente sem enxergar e sai enxergando tudo.”
Embora seja um procedimento com custo mais elevado, a médica faz uma comparação direta com a realidade de muitos pacientes.
“Tem gente que gasta R$ 9 mil em um único óculos. Muitas vezes, a cirurgia custa menos e traz um benefício muito maior.”
A epidemia silenciosa da miopia
O aumento dos problemas de visão, especialmente entre crianças e jovens, não é coincidência. O estilo de vida atual tem impacto direto. “Hoje a gente sabe que o uso excessivo de telas para perto estimula o crescimento do olho. Quanto mais longo o olho, maior a miopia.”
A orientação, principalmente para crianças, envolve mais atividades ao ar livre e pausas frequentes no uso de telas. “Olhar para longe relaxa o sistema visual. Não bloqueia a miopia, mas ajuda a reduzir o impacto.”
Quando a médica vira paciente
A segurança do procedimento também se reflete na escolha pessoal da própria oftalmologista.
Eu fiz cirurgia refrativa há seis meses. Tinha seis graus de miopia. Esperei o momento certo, porque minha córnea precisava estar mais madura. Foi a melhor coisa que fiz.”
Segundo ela, o incômodo com lentes de contato e óculos já fazia parte da rotina até deixar de existir. “Hoje faço esporte, trabalho, vivo sem depender disso. A liberdade é real.”
Para a Dra. Flávia Sotolani Brito , muitos pacientes continuam sofrendo simplesmente por desconhecerem as possibilidades. “Muita gente não sabe que pode parar de usar óculos. Falta informação. Às vezes, falta até orientação adequada.”
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