Médicas e nutricionistas vão falar sobre lipedema em evento gratuito na Capital
Doença foi reconhecida pela OMS apenas em 2019; no Brasil, tem sido exposta pela modelo Yasmin Brunet

Médicas cirurgiãs, nutrólogas e nutricionistas vão falar sobre lipedema num evento gratuito que será promovido pela Baps (Associação Brasileira de Cirurgia Plástica Estética) em Campo Grande e em outras capitais brasileiras em 13 de junho.
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Evento gratuito sobre lipedema será realizado em Campo Grande e outras capitais no dia 13 de junho, promovido pela Associação Brasileira de Cirurgia Plástica Estética. O encontro, chamado Lipedema Day, contará com médicas e nutricionistas e um treino funcional. A doença afeta 10% das mulheres, causa acúmulo de gordura e dores, e só foi reconhecida pela OMS em 2019. O tratamento inclui drenagem linfática e cirurgia nos casos mais graves.
Haverá roda de conversa com as especialistas no assunto e também um aulão de treino funcional para lembrar que a prática de atividades físicas é uma das formas de controlar a doença. O nome do encontro será "Lipedema Day". Ele será realizado a partir das 8h, na Pickle Point (Rua Mar das Antilhas, 110, Bairro Chácara Cachoeira).
Estima-se que o problema de saúde afete 10% das mulheres, causando acúmulo de gordura nos braços e nas pernas, além de dores locais. Ele ficou mais conhecido quando a modelo Yasmin Brunet deu entrevistas em que falou do diagnóstico e do tratamento iniciado logo após sair do programa Big Brother Brasil, em 2024. Ainda hoje, a ex-participante atualiza seus seguidores nas redes sociais sobre os resultados, mostrando que os cuidados são contínuos.
Apenas em 2019 a OMS (Organização Mundial da Saúde) reconheceu o lipedema como uma doença distinta. De acordo com o Ministério da Saúde, ela será incluída na CID-11 (Classificação Internacional de Doenças) em 2027, já que é necessário treinar profissionais para reconhecê-la e atualizar sistemas.
Confundida com obesidade - A doença tem origem genética e hormonal, mas é frequentemente confundida com obesidade. Em média, as pacientes levam cerca de 10 anos até receberem o diagnóstico correto, de acordo com a Baps.
Nesse período, recorrem a tratamentos ineficazes e sofrem impactos emocionais devido aos impactos estéticos e à dor persistente. Enquanto isso, a doença avança.
O tratamento depende da avaliação de cada caso. Quando o quadro não responde a dietas e exercícios, uma das saídas pode ser a cirurgia.
“O lipedema não tem cura, mas tem tratamento que envolve desde abordagens conservadoras como drenagem linfática e compressão, até, em estágios mais avançados, procedimentos cirúrgicos como a lipoaspiração especializada”, explica o cirurgião plástico Eduardo Ferro, diretor-presidente da Associação. Segundo o especialista, apenas essas abordagens podem oferecer alívio significativo dos sintomas e melhora expressiva da qualidade de vida.
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