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Campo Grande, Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

29/09/2017 17:59

Júri vê acidente como lesão corporal e adia sentença de motorista

Aderivaldo era acusado de tentar matar três jovens num acidente em 2013, no entanto, juiz desclassificou tese de homicídio

Luana Rodrigues
Aderivaldo está sendo julgado por tentativa de homicídio qualificada (Foto: André Bittar)Aderivaldo está sendo julgado por tentativa de homicídio qualificada (Foto: André Bittar)

O juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, decidiu adiar a sentença de Aderivaldo de Souza Ferreira Júnior, 29 anos. Ele era acusado de tentar matar três jovens num acidente, em 2013. No entanto, a Justiça considerou que o caso deve ser analisado como lesão corporal e solicitou laudos complementares que apontem a gravidade das lesões causadas nas vítimas.

Conforme consta nos autos do processo, por maioria dos votos, o Conselho de Sentença acolheu a tese da defesa e desclassificou o crime de homicídio para lesão corporal. Sendo assim, a sentença do caso poderia ter sido proferida hoje.

No entanto, o juiz considerou que como as vítimas sofreram lesões com grau de gravidade diferenciado, é necessária a realização de exames complementares que apontem o grau exato das lesões.

Caso - Aderivaldo era acusado de tentar matar três jovens depois de bater o veículo que conduzia em um poste, na rua Ceará esquina com a rua Amazonas, no bairro Santa Fé, há quatro anos. O acidente aconteceu no dia 3 de agosto de 2013.

O caso ganhou repercussão, porque além do motorista estar embriagado, uma das ocupantes do veículo, Catarina Rosa Mantovan, na época acadêmica de direito com 19 anos, ficou em estado grave e após receber alta precisou aprender a andar e a falar novamente.

Tanto Lucas quanto a outra vítima, Otávio Cotte, relataram que no dia do acidente, os quatros passaram mais de 5 horas consumindo bebida alcoólica, que começou em uma conveniência e se estendeu para um bar. Foram várias latas de cerveja e garrafas de vodca e uísque. "Já no carro, um pouco antes do acidente, eu apaguei. Lembro apenas de ver sangue e a movimentação dos socorristas”, relata Lucas que garante não guardar mágoa do motorista.

Na época, Lucas quebrou o fêmur das duas pernas, fraturou o braço, a clavícula e teve cortes no rosto. Ele ficou 18 dias internado. Quando retomou a rotina, perdeu o emprego e ficou 1 ano sem trabalhar. Otávio sofreu ferimentos leves. O resultado do julgamento deve sair no fim da tarde de hoje.

Acidente - O acidente aconteceu por volta das 2h, na esquina das ruas Ceará e Amazonas. O condutor do Fiat Uno branco, Aderivaldo, que tinha como passageiros Catarina, Lucas e Otávio, perdeu o controle da direção do veículo e bateu em um poste, em frente a uma farmácia 24h.

Com a batida, o poste de concreto ficou preso a fiação e parte da região ficou sem energia elétrica por oito horas. O veículo ficou completamente destruído.Todos ficaram feridos. Aderivaldo teve um corte na cabeça e foi encaminhado à Santa Casa, de onde tentou fugir, mas foi detido pelos policiais que faziam a escolta. Na época, ele foi preso em flagrante, porém conseguiu responder ao crime em liberdade.



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