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Parques serão mais atrativos com concessões? É o que se espera

Por Paulo Nonato de Souza | 25/02/2021 08:11
Belas cachoeiras estão entre os vários atrativos do Parque Nacional da Serra da Bodoquena (Foto: Divugação/ICMBio)
Belas cachoeiras estão entre os vários atrativos do Parque Nacional da Serra da Bodoquena (Foto: Divugação/ICMBio)

Grande potencial turístico com belezas naturais incomparáveis, mas mesmo assim muito pouco visitados. Assim são os parques nacionais e estaduais no Brasil, talvez pela ineficiência do setor público em fazer o planejamento e gestão de áreas protegidas para visitação, mas a abertura de oito editais de estudo de concessão para a iniciativa privada, lançados esta semana pelo governo federal, abre a perspectiva de que isso pode mudar.

Na relação dos editais está o Parque Nacional da Serra da Bodoquena, em Mato Grosso do Sul, uma unidade de conservação com mais de 77 mil hectares, que abrange os municípios de Bodoquena, Bonito, Jardim e Porto Murtinho.

Nada a ver com praias lotadas nem aglomeração, os parques são destinos de viagem que proporcionam lazer, descanso e isolamento, tão fundamentais neste momento de pandemia do coronavírus, e o Parque Nacional da Serra da Bodoquena seguramente é lugar de destaque na lista de áreas de belezas naturais mais deslumbrantes para visitar no Brasil e celebrar a natureza.

De acordo com nota divulgada pelo Ministério do Turismo, a intenção é aproveitar o potencial ambiental e as belezas naturais dos parques para promover o turismo e incentivar a preservação. É o que se espera, sem esquecer de investimentos em campanhas de educação da população para a importância de visitar sem destruir o meio ambiente.

Criado em 21 de setembro de 2000, somente em dezembro do ano passado a área foi declarada aberta para visitação de turistas, e com limitação de acessos por conta da falta de estruturação dentro da área do parque.

Por exemplo, na trilha do Rio Perdido, primeiro atrativo do parque declarado aberto como ponto turístico, foi construído um deque de observação da natureza localizado no ponto de ressurgência do rio, que dá nome a trilha de 3,5 km de extensão, por desaparecer entre rochas e reaparecer 1,2 km adiante. No total, foram construídos seis deques.

A proposta inicial é receber 70 pessoas por dia na área do parque, entre 8h e 17h. Para os observadores de aves há uma recomendação especial. Neste caso, o passeio deve ser comunicado com antecedência pelo condutor (guias) ao ICMBio e a visita poderá começar às 4h da manhã.

Ainda conforme o que foi anunciado no evento de abertura do parque para o turismo, em janeiro de 2020, no sistema de agendamento, será disponibilizado uma tabela com o nome, telefone, e-mail e perfil dos profissionais disponíveis para viabilizar a visitação. O condutor poderá organizar grupos de visitantes de forma independente ou via agência de turismo. Vale ressaltas que estas só poderão operar através de condutores credenciados.

Contextualização - Diferente da privatização, instrumento de venda de órgãos ou de empresas públicas para o setor privado, na concessão a transferência é temporária com prazos definidos que podem ou não ser renovados, além de regras para explorar o serviço. Os estudos serão realizados no prazo de 120 dias após a assinatura do contrato, segundo o Ministério do Turismo ao anunciar a ação compartilhada com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão responsável pelos parques nacionais.


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