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Política

Escândalo do Master pega “de A a Z”, analisa Tereza

Senadora questionou como um banco “de terceira categoria” pode impactar tanto a República

Por Maristela Brunetto e Fernanda Palheta | 27/02/2026 11:50
Escândalo do Master pega “de A a Z”, analisa Tereza
Tereza comparou escândalos da previdência e Master, citando que ambos "pegam" políticos de todos os lados (Foto: Marcos Maluf)

O escândalo desencadeado pela recuperação extrajudicial do Banco Master pega nomes de “A a Z” e lidar com ele exige paciência para a apuração de desdobramentos, analisa a senadora Tereza Cristina Corrêa da Costa (PP), para quem a instituição é de “terceira categoria” e ainda assim causa o “estrago que está causando na República.” Em um bate-papo esta manhã, em Campo Grande, ela classificou como um caso que não há como esconder. Para dar a dimensão da repercussão na sociedade, ela contou que por onde passa as pessoas perguntam sobre o que irá acontecer.

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O escândalo envolvendo o Banco Master, considerado pela senadora Tereza Cristina (PP) como o maior caso financeiro do país, afeta políticos de diversos espectros e exige paciência nas investigações. A senadora comparou o caso ao dos descontos ilegais de aposentados, já alvo de uma CPMI, e destacou a necessidade de respostas para a população, que está cansada dos constantes escândalos.Tereza Cristina expressou confiança no ministro André Mendonça, relator do caso no STF, destacando seu perfil discreto e estratégico. Ela criticou a postura de alguns colegas que buscam holofotes e enfatizou a importância de seguir a legalidade, sem atropelos. A senadora também lamentou as brigas durante as sessões da CPMI e reforçou que o esquema de fraudes envolve pessoas de diferentes partidos.

Assim como muitas autoridades já disseram, Tereza Cristina considera o maior escândalo financeiro registrado no País, incluindo nessa dimensão o caso dos descontos ilegais de aposentados, que já é alvo de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) no Congresso Nacional.

Na análise da senadora, o assunto não vai terminar bem, mas exige que haja paciência, diante do que precisa ser apurado. Ela citou a necessidade de que a Polícia Federal contasse com maior efetivo, diante do volume de escândalos em apuração, novamente fazendo referência ao caso dos descontos indevidos de aposentados. “Nós vamos precisar de respostas para a população. O brasileiro está ficando cansado de tudo isso que ele vê.”

Por outro lado, ela sustentou que, dada a dimensão, não se pode descuidar da legalidade, citando como exemplo a Lava Jato, que teve nulidades reconhecidas pelo atropelo ao devido processo legal. No Caso Master, a condução da investigação, concentrada no âmbito do STF (Supremo Tribunal Federal), está sob relatoria do ministro André Mendonça, que integrou o primeiro escalão do governo Bolsonaro como advogado-geral da União e ministro da Justiça, ao mesmo tempo em que Tereza esteve à frente da pasta da Agricultura.

Ela considerou que ele não deixará ocorrer irregularidades na condução da apuração. “Eu o conheço razoavelmente bem e eu sei das suas convicções. Então, tem gente que, às vezes, eu até fico lá falando com meus colegas, que ficam batendo nele: calma, gente, ele é estratégico. Então, às vezes, o povo quer muito circo e não é o estilo do ministro André”, disse, apontando que o perfil dele seria de discrição, sem “teatro, sem muito holofote.”

Ao comentar sobre o escândalo dos descontos de aposentados e da CPMI, a senadora diz sair “enojada” das sessões, especificando a briga que ocorreu durante votação de requerimentos nesta quinta-feira, quando oposição e governistas travaram uma briga diante das câmeras. Assim como no Caso Master, ela sugere que há envolvidos de diferentes lados da política. “Mas hoje tem gente do nosso lado e gente do lado do governo. Está tudo envolvido ali. Eles montaram um esquema de fraude vergonhoso e é muito parecido (Caso Master), só muda o nome.”

Ela citou as ramificações que aparecem nas apurações, com pessoas citadas como ligadas a desvios de centenas de milhões e que se protegem no direito ao silêncio durante os interrogatórios. “O cara passou 300 milhões pela conta dele. 300 milhões, não é mil não, milhões ele não sabe, não sabe de nada,” declarou, destacando a importância do processo de investigação.