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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

26/02/2015 19:19

Justiça concede liberdade a ex-vereador envolvido na "farra das diárias"

Adalberto foi presidente da Câmara Municipal e renunciou dentro da cadeia

Juliene Katayama
Adalberto ficou conhecido por fugir de cuecas quando o Gaeco foi prendê-lo (Foto: Reprodução Facebook)Adalberto ficou conhecido por fugir de cuecas quando o Gaeco foi prendê-lo (Foto: Reprodução Facebook)

A Justiça concedeu liberdade ao ex-presidente da Câmara Municipal de Ribas do Rio Pardo, Adalberto Alexandre Domingues (PRTB), nesta quinta-feira (26). Ele estava preso desde o dia 27 de novembro, acusado de comandar a “farra das diárias”, em que os vereadores inventavam eventos para justificar a retirada de dinheiro.

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Desde o dia 11 de fevereiro ele não é mais vereador. Domingues renunciou ao mandato de vereador dentro do Centro de Triagem Anísio Lima, em Campo Grande, onde ele está preso. Adalberto ficou conhecido por fugir de pijamas quando o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) chegou até a casa dele para prendê-lo, no dia 26 de novembro, e acabou se apresentando à polícia no dia seguinte.

Caso - De acordo com a investigação do MPE (Ministério Público Estadual), que durou cerca de dez meses, os vereadores faziam saques de dinheiro em um supermercado do município, pagavam pensão alimentícia com dinheiro público, forjavam relatórios de viagens e ensinavam os colegas a seguir com os esquemas fraudulentos.

O Ministério fez uma relação de crimes cometidos por cada um dos acusados. O grupo também contratava empresas sem licitação ou por procedimentos licitatórios que não passavam de farsa, para beneficiar empresas de familiares e de amigos dos agentes públicos.

No dia 13 de janeiro foi aberta a Comissão Processante para investigar o esquema. Em novembro, o Gaeco deflagrou a Operação Viajantes, que apreendeu documentos na Casa de Leis. A promotoria do município ingressou com uma ação civil pública para investigar os gastos. Como não foram condenados pela Justiça, os vereadores ainda possuem os mandatos, mas podem perdê-los se a Comissão Processante cassá-los.




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