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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

06/10/2015 10:29

Relatório sobre apalpada deve ser votado em plenário no dia 19

Vereador do DEM votou contra, mas descarta apresentar relatório à parte; outro integrante de comissão defende suspensão de socialista acusado de apalpar as nádegas de colega durante sessão da Câmara

Helio de Freitas, de Dourados
Plenário da Câmara de Dourados, que deve votar relatório sobre apalpada no dia 19 (Foto: Divulgação)Plenário da Câmara de Dourados, que deve votar relatório sobre apalpada no dia 19 (Foto: Divulgação)

Deve ser votado no dia 19 deste mês o relatório da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara sobre a denúncia contra o vereador Maurício Lemes Soares (PSB), acusado de apalpar as nádegas da colega Virgínia Magrini (PP), em 8 de junho, durante sessão da Câmara de Dourados, cidade a 233 km de Campo Grande.

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Elaborado pelo presidente da comissão, Marcelo Mourão (PSD), o documento considera procedente a denúncia contra Maurício Lemes, mas propõe apenas advertência verbal como punição. Lemes nega e diz que apenas cutucou as costas da vereadora, numa “brincadeira de mau gosto”.

A conclusão de Marcelo Mourão revoltou os outros dois integrantes da comissão, Juarez Oliveira (PRB) e Cido Medeiros (DEM).

Democrata nega outro relatório – Através de sua assessoria jurídica, Medeiros informou ao Campo Grande News que se recusou a votar o relatório, mas descartou apresentar um documento à parte, como chegou a ser divulgado. Segundo seu advogado, essa possibilidade não existe e o relatório de Mourão deve ser apreciado em plenário.

Já o vereador Juarez Oliveira disse que votou a favor do relatório, mas com ressalvas, por não concordar com a punição estipulada pelo presidente da comissão.

Confusão – “O relatório teve muita confusão. O relator fez a leitura e não concordamos. Houve um princípio de desentendimento. O vereador Cido votou ‘não’ e abandonou a reunião, revoltado. Votei com ressalvas, pois defendo uma punição de trinta dias”, afirmou Juarez ao Campo Grande News.

Segundo ele, a discordância de sua parte é quanto à interpretação do caso por parte de Marcelo Mourão: “O relator julgou como agressão física, mas entendo que o caso era de abuso. No caso de agressão física a única condição é advertência, mas vimos que o processo não é de agressão física e sim por abuso, que daria punição maior”.

Juarez Oliveira diz que se o relatório de Marcelo Mourão for rejeitado em plenário, um segundo documento poderá ser elaborado. A vereadora Virgínia Magrini ainda não se manifestou após o relatório ser entregue à secretaria da Câmara, na sexta-feira.




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