A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

01/02/2012 18:20

Sem plano contra incêndio, curtume tem que apresentar um em 30 dias

Nadyenka Castro

Em reunião realizada na tarde desta quarta-feira, Marfrig foi notificado a entregar o projeto e também obrigado a contratar empresa para retirar gás tóxico do local. Assista a vídeo

Bombeiros e técnicos entram no frigorífico Marfrig. (Foto: Marlon Ganassin)Bombeiros e técnicos entram no frigorífico Marfrig. (Foto: Marlon Ganassin)

Em funcionamento há aproximadamente oito meses, o curtume do frigorífico Marfrig, em Bataguassu, a 335 quilômetros de Campo Grande, onde acidente químico nessa terça-feira matou quatro pessoas, não tem plano de prevenção a incêndio.

Agora, a empresa foi notificada pelo Corpo de Bombeiros a apresentar um plano em, no máximo, 30 dias, de acordo com informações do comandante da unidade no município, tenente Pablo Diego Barros de Jesus.

A notificação foi entregue aos representantes do Marfrig durante reunião na tarde desta quarta-feira com a participação também de técnicos do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e profissionais do MPT (Ministério Público do Trabalho).

Além de entregar o plano, onde deve constar a planta do local com saídas de emergência, e hidrantes, o Marfrig terá que contratar empresa terceirizada para neutralizar o restante de gás que ainda há no local do acidente e dar o fim adequado.

O curtume continua fechado, com as atividades ainda proibidas de serem retomadas. Segundo o Corpo de Bombeiros, a quantidade de gás é praticamente zero.

O acidente químico no curtume do frigorífico aconteceu quando um caminhão descarregava o ácido coramin - usado para retirar pelos de couro - em um tanque.

Houve reação química entre o coramin e outro produto que havia no recipiente e um gás tóxico foi exalado, matando os quatro trabalhadores e intoxicando outras 24, destas, 21 já tiveram alta e três continuam internadas em Presidente Prudente, interior de São Paulo.

A Prefeitura de Bataguassu decretou luto oficial por três dias. A PMA (Polícia Militar Ambiental) aplicou multa de R$ 1 milhão à empresa e técnicos do Imasul vão elaborar laudos sobre as causas do acidente. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar se houve falha humana.

Assista a vídeo fornecido pelo Corpo de Bombeiros, que mostra o trabalho dos militares no local.




Cade a Prevenção cade o isolamento do local isso é irresponsabilidade deveria ter um tecnico em segurança do trabalho orientando esse motorista e equipado todos com EPI´S agora quero ver quem vai responder por isso se é o tecnico ou o motorista absurdo isso
 
Fabio Borges em 02/02/2012 12:08:16
PREVENÇÃO: será que a empresa mantém em seu quadro de funcionário um técnico em segurança do trabalho? para manipular qualquer carga tóxica, o motorista que estava descarregando no tanque, ajudante, deveriam isolar a área mínima de 10 mts. usarem luvas e máscara contra gases. estavam usando? e curiosos em volta. se estavam ajudando deveriam estar no mínimo usando também.
 
José Maria Santos em 01/02/2012 07:42:03
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions