A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

26/02/2013 16:54

Ataques e defesas sobre a reportagem mais lida e comentada do dia

Ângela Kempfer
Matéria publicada hoje no Lado B.Matéria publicada hoje no Lado B.

Quando certas reportagens são publicadas no Lado B, sabemos que a repercussão virá forte, mas também há surpresas no meio do caminho. Foi o que ocorreu hoje com a matéria “Com tanto gay na cidade, o que sobrou para as mulheres em Campo Grande?”.

Veja Mais
Mulher campo-grandense é difícil de conquistar, respondem os homens
Com tanto gay na cidade, o que sobrou para as mulheres em Campo Grande?

As centenas de comentários na própria matéria e nas mídias sociais surgiram carregadas de uma violência digna dos debates mais apaixonados.

É assim: escreve o que quer, ouve o que der na telha das pessoas. A pauta surgiu porque a reclamação é recorrente e de conhecimento público em Campo Grande e o assunto foi parar até na página da personagem “Cleycianne, uma diva  do senhor no mundo da internet”. Com 59,6 mil seguidores, a postagem abriu a discussão nacional sobre a reportagem, mas com deboche que espaços assim permitem.

Ali, com o humor que até então julgávamos dar o tom, gente de diversos estados confirmou a falta de “heteros no mercado”. Priscilla Estrela mandou o recado: “Olha isso Brena Braz não é só BH que sofre desse mal”.

De Votuporanga (SP), André Augusto Gorgen também comentou “Isso não é só em Campo Grande, é em todo o Brasil e deve ser no mundo também”.

Porém, o debate mais quente surgiu recheado de filosofia, indicação de especialistas e classificações do tipo “preconceituosa”, “pobre”, “sem sentido”, “falta de pauta”, "tosca" e ataques pessoais.

É claro que um canal com intenção de falar apenas de pessoas e de assuntos discutidos na cidade, com pautas não convencionais, sem recorrer à estatísticas e especialistas, não pode ser sentimental ao ponto de rechaçar criticas.

Por isso, buscamos hoje nas mídias sociais autorização para a postagem dos comentários mais severos, como forma de dar voz aos extremos. A maioria das autorizações não veio, mas estão lá para serem vistos.

O fato é que a matéria que pretendia apenas tornar pública uma discussão leve de mesa de bar provocou muita ira. Mesmo sem a intenção de culpar gays pela falta de namorados em Campo Grande, muitos interpretaram como pejorativo o enfoque.

Em Campo Grande, o jornalista Guilherme Cavalcante, responsável por uma coluna sobre o universo GLBT no Estado, aceitou dividir as considerações com os leitores do Campo Grande News. No Facebook ele postou. "Eu não entro no mérito de discutir o porquê das mulheres estarem solteiras, mas em relação a reportagem, é leviano endossar a opinião de apenas três pessoas que responsabilizam os gays pela solteirice, quando o senso comum claramente aponta que as razões são outras”.

O jornalista continua avaliando que “nada teria acontecido se a matéria tivesse apenas citado a questão da proporção de homens heterossexuais disponíveis para o número de mulheres à procura de relacionamento, mas dizer que a culpa é porque a cidade está cheia de gays não dá, até porque aqui está longe de ser uma Avenida Paulista em dia de Parada Gay. Eu acho que por conta desse reducionismo, a matéria é passível de todas as observações em relação ao assunto. E jornalismo é isso mesmo, é provocar debates, reações, nem que seja pelos erros que nós, profissionais, cometemos vez ou outra”.

O empresário Rodrigo Gel é dono da Non Stop, boate criada para o público gay em Campo Grande e comenta algo ainda sobre a tal concorrência dita pelas mulheres. “Não que o público homossexual aumentou, mas hoje se expõem mais, não tem vergonha de se assumir. Acaba que você vê mais homossexuais nas ruas, uma conquista de quem sempre sofreu preconceito.”

Ele lembra que observa isso por conviver com o público LGBT na casa noturna todos os dias. “Hoje nosso público é totalmente diversificado, heteros não se importam mais de estar num ambiente com a grande maioria homossexual, consideramos que a nossa casa é democrática e recebemos a todos sem preconceito”.

A polêmica foi parar na Associação de Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul. “Recebi hoje o comunicado sobre esta matéria no Campo Grande News como sendo de cunho preconceituoso e para ser sincera não vi tom preconceituoso nem na matéria nem nas falas”, diz a presidente da entidade, Cris Stefanny.

Apesar da seriedade na conversa, ela faz uma brincadeira com as mulheres de Campo Grande. “Ressalto que se não têm homem no mercado para as mulheres saibam que para nós as Travestis e Transexuais também está feia a coisa.”

 

 




A matéria não é preconceituosa, ela apenas é irreal. Gays e mulheres não competem e nunca competiram. Quem a escreveu mostrou claramente que nem sabe do que está falando. Uma pena, pois o Campo Grande News já foi melhor em suas publicações.
 
Eduardo Vargas em 27/02/2013 09:08:15
A matéria foi legal, e pra reforçar o recado, "muierada" tô na área...
 
Kaio Hanns em 27/02/2013 07:55:52
achei ótima a matéria, nada de preconceito, gente as pessoas tem que parar é de ter autopreconceito, ou seja se escolhemos uma opção temos que assumir e não achar que tudo é para ofender ou diminuir
 
jane fernandes souza em 27/02/2013 07:49:36
Isso só mostra mais ainda o que todo mundo sabe e já está cansado com essas polemicas ridiculas: Os intolerantes são eles!! Agente não pode falar a sigla deles errado que é homofobia. Lutem sim, pelo direito de vocês mas dando exemplo dele, dando espaço para as pessoas discordarem, sem ofender lógico. Relacionamento saudável é isso!
 
Tatiane Monteiro em 26/02/2013 23:32:39
A liberdade de imprensa não comporta limitações... da mesma forma, a liberdade de expressão, em tempo de redes sociais e "blogs", se manifesta na mesma intensidade. E isso é democracia!!!

Quanto à matéria em si, não vi traço de preconceito. Talvez, a única infelicidade (se me permitem) foi na escolha do pronome "que" na matéria, ao invés de "quem". Os mais cautelosos, diriam que os homens - homo ou heteroafetivos - foram reduzidos da condição "humana" à condição de "coisa, objeto".

Perpassando esse pequeno contratempo, a matéria obteve tamanha repercussão, porque ousou falar de um tema que há muito se comenta, porém, jamais de forma "oficial". Tirar das rodas de tereré e mesas de bar essa discussão, foi um ato de coragem.

E parabéns ao CGNews por isso...
 
Teamajormar Almeida em 26/02/2013 21:33:59
...dadeira Inteligência e cultura. Ou seja, se me ajuda eu te ajudo!
...e não to falando isso de agora não, e sim desde que somos estado de Mato Grosso Do Sul e capital do mesmo.
...evolução questionável.
 
carlos gonçalves em 26/02/2013 20:12:57
Gente, não tinha nada de ofensivo e preconceituoso na matéria... Só foi falado o que todo mundo comenta... Não sei o que acontece com a cabeça da galera do MS que se ofende por qualquer coisa e vive na hipocrisia. Mas é assim mesmo, críticas, elogios, gente contra e gente a favor, sempre tem, não é mesmo? E mais ainda nesta profissão tão agitada e imprevisível que é o jornalismo.
 
Paula Siebeneichler em 26/02/2013 17:48:55
Reitero que não observei preconceito na matéria, como muitos comentários afirmaram. Percebo um "patrulhamento" de algumas pessoas, não sei se são homossexuais ou simpatizantes.Uso o termo "patrulhamento", por que me parece que o conteúdo e o "espírito" da matéria não foi interpretado da forma a que se propunha: Debater um fato cotidiano!
Já ouvi o comentário por parte de amigas que afirmam que há muitos gays e faltam homens Heterosexuais, portanto uma simples discussão acendeu a ira das patrulhas que talvez enxerguem preconceito em qualquer afirmação que envolva homossexuais, minorias (ou maiorias étnicas, como queiram) ou pessoas com deficiência, para ficar só em três exemplos.
O que me trouxe aqui nesses comentários, é parabenizar o fato do veículo publicar essas matérias.Continuem!
 
Marco Túlio Costa em 26/02/2013 17:32:14
Calma mulheres, vocês acham que a situação não anda favorável? Vão ver como estão as heroínas depois dessa: http://oglobo.globo.com/cultura/wolverine-hercules-protagonizam-nova-historia-gay-dos-quadrinhos-7679742 .
 
Jefferson Gonçalves em 26/02/2013 17:30:08
Muito bem Campo Grande News. Tanto no site, quanto na mídia social, até o momento eu não havia me manifestado. Mas acompanhei todas as discussões referente ao assunto. E acredite: em nenhuma matéria vi algo preconceituoso. Talvez muitas pessoas se colocaram a criticar apenas pelo título, mas não tiveram a decência e a boa vontade de ler a matéria na integra. Acho que agora, essa matéria devia ser lida com bastante cuidado, principalmente por internautas que tem a dificuldade de entender o que está escrito e gostam de levar o assunto para tão longe e com aspectos tão negativos, sendo que a questão em si é muito mais simples do que a gente imagina. E podemos sim, levar os assuntos com mais leveza e bom humor nas palavras! Portanto, parabéns ao lado B.
 
Thailla Torres em 26/02/2013 17:08:22
imagem transparente

Compartilhe

Classificados


Copyright © 2016 - Campo Grande News - Todos os direitos reservados.