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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

23/11/2016 11:57

Após faltar depoimento, pastor que gravou deputados vai à Assembleia na quinta

Mayara Bueno e Leonardo Rocha
À direita, o deputado Onevan de Matos, com Maurício Picarelli, ambos do PSDB.(Foto: Roberto Higa e Victor Chileno/ALMS)À direita, o deputado Onevan de Matos, com Maurício Picarelli, ambos do PSDB.(Foto: Roberto Higa e Victor Chileno/ALMS)

Após faltar o depoimento na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, marcado para sexta-feira (18), o pastor Jairo Fernandes Silveira foi ‘encontrado’ e confirmou que fará declaração à Corregedoria, onde ocorre a investigação, na quinta-feira (23).

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Jairo é pivô da polêmica que veio à tona no começo deste mês, depois de um áudio, gravado em seu aparelho celular, expor os parlamentares Paulo Corrêa (PR) e Felipe Orro (PSDB). Corrêa sugere dicas de fraude no ponto de frequência dos servidores da casa de leis ao colega.

Hoje, o presidente da Corregedoria, o deputado estadual Maurício Picarelli (PSDB), disse que sua assessoria conseguiu entrar em contato com o pastor, por telefone, e marcar o depoimento para amanhã, às 14h30. Segundo Picarelli, Jairo argumentou que houve um equívoco, um “desencontro de informação”. Ambos entraram em acordo e o pastor vai depor “por livre e espontânea” vontade, a convite.

A Corregedoria vai questioná-lo sobre a história envolvendo o celular, perguntando a ele como aconteceu o empréstimo ao deputado Orro. Também confirmará se o pastor pediu mesmo ao deputado Zé Teixeira (DEM) bancar o aluguel de sua filha, em Dourados, em troca de não divulgar a gravação.

A chantagem teria acontecido no gabinete do parlamentar no Legislativo Estadual. Na ocasião, havia duas pessoas que testemunharam a situação, inclusive, já tendo confirmado em depoimento à corregedoria. Depois de ouvir o pastor, Picarelli marcará a audiência com Corrêa e Orro.

Depois do fim dos depoimentos, a Corregedoria elaborará um relatório e entregará ao presidente da casa de leis, deputado Junior Mochi (PMDB), que poderá optar por abrir um processo de quebra de decoro parlamentar.




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