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Campo Grande, Quinta-feira, 23 de Março de 2017

29/10/2013 14:15

As expectativas para o Natal 2013

Por Paulo Sérgio de Moraes Sarmento (*)

O Natal está aí. O comércio está começando a decorar suas lojas e as suas campanhas publicitárias. Em novembro estaremos em clima de Natal e todos ansiosos de que o movimento corresponda às expectativas. Afinal é o período de maior faturamento do ano.

É nesse ponto que surgem as dúvidas. Quais as expectativas? As vendas serão melhores, iguais ou piores que o Natal de 2012? Se levarmos em conta as notícias ruins, teremos vários motivos para desanimar, como os juros altos e a SELIC com previsão de atingir 10% na reunião do COPON de novembro e que poderá elevar ainda mais os juros neste ano.

O endividamento do consumidor vem preocupando e tirando o seu fôlego para mais crédito. Boa parte, como vem ocorrendo nos últimos anos, vai usar o 13º salário para quitar dívidas, reduzindo assim as suas compras e presentes.

A inflação resistente vem provocando aumento de preços e reduzindo o consumo. Empresas sem crescimento e outras encolhendo existem em quase todos os segmentos. A lista de posições negativas fica bem mais extensa quando se analisa o câmbio e o cenário econômico internacional. Porém, toda moeda tem dois lados.

Para o presidente mundial do Credit Suisse, Brady Dougan, “o Brasil será um dos grandes do mundo” - só que ele se refere ao longo prazo. Há notícias positivas sobre alguns segmentos e empresas que estão tendo crescimento. Afinal, não estamos em crise, mas sim num processo de desaceleração da economia. O dinheiro não desaparece: troca de mãos.

E este Natal? Uma oportunidade única. Só temos uma data como essa por ano. Em 2012 o crescimento sobre 2011 variou entre 4 e 5%; 2011 teve um Natal fraquíssimo com crescimento de apenas 2,4% sobre 2010.

As apostas para este ano de qual índice será estão abertas. Há quem diga que o crescimento das vendas deste ano ficará em 3%; há quem espere 5%. Seja lá qual for o número, ao que tudo indica, teremos um Natal contido. Por isso, algumas precauções serão bem vindas:

- Tenha foco no seu negócio. Ser bem informado é bom, mas certas notícias podem nos desanimar. Temos que preservar o clima de festa do Natal e usar de toda a nossa experiência para tirar o melhor proveito desta data, em todos os sentidos.

- Não trabalhe com grandes estoques. Procure negociar reposições rápidas de novidades e pequenas quantidades com os fornecedores. Melhor correr atrás de fornecimento do que ficar com mercadoria encalhada.

- Atenção para os itens de baixo valor. Em épocas de vacas magras, os presentinhos e as lembrancinhas são muito procurados.

- Faça promoções. Observe o que não estejam vendendo e baixe logo os preços para girarem mais rápido. Mercadoria que não vende ocupa dinheiro e espaço de outra que vende.

- Propaganda ainda é a alma do negócio. Se ninguém sabe o que a sua empresa vende, dificilmente ela será lembrada na hora da compra.

- Invista nas pessoas. Tenha um pessoal bem treinado e motivado para dar bom atendimento aos clientes. Quem estiver pensando em fazer contratações de temporários, atenção no treinamento deles.

- Invista na retenção de clientes. Natal é uma época onde a compra é mais emocional do que nunca e surgem novos clientes. Cuide do bom atendimento dos clientes não só para que eles comprem neste Natal, mas para que voltem mais vezes ao longo do próximo ano. Importante estar preparado para auxiliá-lo na hora da escolha e prestar todas as informações que ele precisar.

- Afine todos os controles administrativos. Como o movimento aumenta os erros e problemas também tendem a aumentar. Melhor evitar aborrecimentos.

O ano acaba e é bom que se faça uma reflexão sobre ele. O dia 31 de dezembro marca o fim de um ciclo, mas os negócios devem continuar. Mantê-los lucrativos e bem administrados é uma tarefa de todos os dias para garantir a sua longevidade.

(*) Paulo Sérgio de Moraes Sarmento é economista e sócio da VSW Soluções Empresariais.

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