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Campo Grande, Sexta-feira, 24 de Março de 2017

04/11/2013 13:38

Descompasso entre o querer e o ser

Por Ruy Sant’Anna (*)

O Brasil vive uma situação, no mínimo esquisita, pois a nova Lei dos Portos só favorece a exportação do grão de soja, em prejuízo do farelo e óleo da mesma oleaginosa.

Outra esquisitice é que o Brasil precisa da desgraça de outros países para lucrar com a soja, além de que depende de muita chuva, para controlar o preço da luz, pois com a seca, as termoelétricas entram em ação e o preço da luz sobe.
Esse é o Brasil que os eleitores de Dilma não pediram pra ela, nem a nenhum candidato a presidente nas eleições de 31 de outubro de 2010. Ninguém queria nem quer um governo contraditório.

Este tema sobre a Lei dos Portos, vamos abordá-lo numa próxima oportunidade, mais amplamente.

O brasileiro exige competência e devotamento eficaz às soluções de seus problemas estruturais como o da logística e do fornecimento de energia, sem apagões nem tanta dependência de chuva ou termoelétrica como agora.
Assim, enquanto o País segue pelas rodovias, ferrovias e hidrovias cheias de problemas e desgraças, sem comentar o caos aeroviário, os governadores de Goiás, Mato Grosso, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul agiram acertadamente ao se reunirem com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), para debaterem o Projeto Centro-Oeste Competitivo.

Nessa análise a CNI E CNA demonstrou que a produção agropecuária brasileira do Centro-Oeste gasta, desperdiça R$ 60,9 bilhões ao ano com o transporte de cargas da região Centro-Oeste.
Esse gasto poderia ser minorado através da execução do Projeto Centro-Oeste Competitivo que permitiria a economia de R$ 7,2 bilhões por ano desde que os investimentos prioritários fossem executados.

Antes que algum desavisado ou ideologicamente contrário ao agronegócio, que é o sustentáculo da economia brasileira, é bom dizer que esse sistema econômico mantém a cadeia produtiva da agropecuária. E essa atividade vai desde o fornecimento dos insumos até ao fornecimento dos alimentos que chegam às mesas dos brasileiros. Tudo está agregado ao agronegócio.

E mais, o agronegócio não diferencia o tamanho dos empreendimentos. O agronegócio é formado pelas pequenas ou grandes empresas. Desde os mini ou pequenos proprietários de gado ou frango aos grandes criadores, todos fazem parte da cadeia produtiva do agronegócio.

É digno o destaque do entrosamento e liderança da CNI e CNA junto aos governadores, pelo levantamento das prioridades na logística do Centro-Oeste, quanto pelo destaque ao tema discutido.

No mesmo grau de importância estão os governadores Marconi Perillo (PSDB), de Goiás; Silval Barbosa, (PMDB) de Mato Grosso; Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal, e André Puccinelli (PMDB), de Mato Grosso do Sul, que demonstraram conhecimento e inconformismo com os problemas ligados aos transportes de produtos agropecuários primários ou terciários.

André Puccinelli foi escolhido por seus pares para expor as reivindicações dos governadores do Centro-Oeste.
Quanto a mato Grosso do Sul, o governador André salientou que durante seu governo 3.600 km de rodovias foram recuperadas ou construídas com dinheiro do Estado.

Um dos problemas do governo federal é o descompasso entre o querer da população e a pretensão de Dilma, sobretudo quando ela fixou como meta as próximas eleições de 2014. Por isso, o País e seu povo vive o descompasso entre o querer e o ser.

André, ao falar com a imprensa lembrou que desde cinco de janeiro de 2007, o Mato Grosso do Sul, já tinha definido junto ao então presidente Lula que a BR 163 era prioridade do estado, não só pelo alto movimento de caminhões e demais veículos, como pelas perdas de vidas humanas, nessa estrada.

Bem assim, o governador demonstrou conhecimento e interesse na extinção dos gargalos na infraestrutura e logística de transportes, para que se integrem na circulação de riquezas e crescimento da população e do estado.

Desde sempre o governo de Puccinelli tem se firmado pela integração entre ações públicas e privadas, para soluções nas rodovias, ferrovias, hidrovias e portos. Através de tais encaminhamentos da logística citada, Mato Grosso do Sul terá condições de ser mais produtivo, com as pessoas tendo mais trabalho, circulação de dinheiro e emprego melhor qualificado com salário digno.

Diante de tema tão envolvente na vida de cada um e todos os sul-mato-grossenses, nascidos e/ou apaixonados por Mato Grosso do Sul, farei outra abordagem sobre a logística no solo de nosso estado. Enquanto isso, desejo aos que leram este artigo, um bom dia, um bom dia pra vocês.

(*) Ruy Sant’Anna, jornalista e advogado

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Penso que esse desperdício seria bem menor se fizessem uma malha ferroviária decente para facilitar o escoamento da produção, agilizar o transporte, baratear o frete e diminuir as perdas no transporte.

O bom da ferrovia é o baixo custo de manutenção, a velocidade e agilidade, o número reduzido de pessoas envolvidas no transporte e logística e a impossibilidade de desvio ou roubo de carga.

Também reduz o movimento nas rodovias, deixando as estradas livres para os carros e os caminhões utilizados para outros fins (pequenos produtores, transportadoras, etc.).

Posso estar falando besteira, mas os EUA, país continental como o nosso, desenvolveu-se e mantem-se graças às suas ferrovias.
 
Guilherme Arakaki em 04/11/2013 15:02:47
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