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Campo Grande, Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019

19/03/2014 15:55

Gostar do que faz

Luiz Gonzaga Bertelli (*)

Apesar de os índices de desemprego continuarem estáveis em patamares bem baixos, o país sente falta de mão de obra qualificada para alimentar o mercado de trabalho. Existe uma defasagem entre o que é ensinado nas escolas e o que as empresas exigem e, com isso, cresce a necessidade de qualificar cada vez mais nossos jovens por meio de especializações ou programas de estágio e aprendizagem. Mesmo para aqueles que conseguirem seu espaço no mercado de trabalho, a formação deverá ser contínua. Quem acha que a conquista do diploma significa o fim do ciclo de estudos está enganado, com sérios riscos de tornar-se um profissional defasado em sua área de atuação. O graduado em informática, por exemplo, terá, obrigatoriamente, que fazer cursos de atualização durante toda a trajetória profissional para lidar com os novos programas que não param de surgir. Da mesma forma o engenheiro, o médico, o professor e a grande parte dos profissionais. Agora, a carreira é construída ao longo de toda uma existência. Por isso, a escolha da profissão, nos dias atuais, deve ser encarada como parte de um projeto de vida.

No entanto, quase sempre o jovem, no final da adolescência, é pressionado na hora de optar pela carreira. São naturais as dificuldades de escolha para quem tem 17 ou 18 anos. Muitas vezes, ele ainda nem está maduro o suficiente para reconhecer as profissões com que mais se identifica. No livro Escolha Certa – As Profissões do Século XXI, que está disponível para download gratuito no portal CIEE (www.ciee.org.br), discuto as principais carreiras que devem oferecer melhores perspectivas de crescimento aos jovens profissionais.

A área de agronegócios, por exemplo, já se consolida como uma das mais promissoras no país. O Brasil é um dos maiores exportadores de carnes e grãos do mundo e, para atender ao crescimento da demanda por alimentos e energia, será necessário ainda investir muito nesse importante setor, principalmente na área de biocombustíveis. No livro, há muitos outros exemplos de áreas em alta, como beleza e saúde, gestão esportiva, ciências biomédicas, engenharia, entre outros, que são segmentos que demandam profissionais qualificados e ainda têm um espaço enorme de crescimento. Mas para alcançar um futuro promissor é necessário, antes de tudo, gostar do que faz.

(*) Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), da Academia Paulista de História (APH) e diretor da Fiesp.

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