A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Terça-feira, 15 de Outubro de 2019

07/12/2010 11:29

Profissionalização - o fim do paternalismo

Por Ivan Valverde (*)

“Fui eu quem começou tudo, estou aqui desde a fundação da empresa”. Como acabar com essa dependência mutua, na qual empresa e funcionário acreditam que um não vive sem o outro.

Com o crescimento do negócio vem também a necessidade de profissionalização. Geralmente pequenas e médias empresas contam com a figura do funcionário mais velho de casa, aquele que acaba fazendo de tudo um pouco ou até conhecido como "um centralizador".

Daí a dificuldade de se implantar melhorias ou novas técnicas de mercado, porque quase sempre haverá resistência por parte deste funcionário quando se fala em mudanças organizacionais ou inovações tecnológicas, pois a sensação de perda de autonomia dificulta a aceitação do novo.

Para superar essa fase de dificuldade para o crescimento e modernização da estrutura corporativa é necessário que se identifique qual a área onde melhor atua o funcionário e então determinar funções e responsabilidades.

É muito importante no processo a elaboração de normas e procedimentos claros, assim como também uma rotina de trabalho das novas funções e das que já são desenvolvidas e serão transferidas para outro funcionário.

Com a criação e definição dos cargos a serem ocupados começa a guerra pelo poder. Geralmente o funcionário mais velho não concordar com as mudanças, daí a necessidade de se contratar profissionais na área de consultoria em gestão para pequenas e medias empresas, que com habilidade saberão gerenciar conflitos e superar as dificuldades de relacionamento corporativo.

Ao enaltecer as qualidades do funcionário “mais velho” em áreas das quais domina, e deixar claro que a atuação em áreas onde não haja o conhecimento exigido a responsabilidade será cobrada de acordo com o esperado, e não pelo resultado obtido, o qual nem sempre atende as expectativas, o funcionário tende a se afastar das áreas que não domina.

Assim o funcionário irá ponderar sobre sua atuação em determinadas áreas, pois não caberá mais a desculpa de “eu fiz para ajudar, alguém tinha que fazer”.

É muito importante no processo que os sócios se isolem e sejam imparciais nas decisões tomadas pelos consultores. Deste modo, percebendo que não existe amparo por parte dos sócios (paternalismo), o funcionário tende a se limitar às suas novas funções, blindando também os sócios quanto aos assuntos administrativos, os quais tomam tempo, e como já sabemos: "tempo é dinheiro".

(*) Ivan Valverde é advogado e consultor especializadoa em pequenas e médias empresas.

O impeachment nos EUA e no Brasil
O impeachment é um instituto elaborado pelo sistema jurídico-político britânico e que se faz presente tanto nos EUA quanto no Brasil. Ainda que a ori...
A beleza de ser professor
Transformar sonhos em realidades, ser "ponte" onde esses sonhos caminham no cotidiano de grandes desafios e conquistas. Quando buscamos o significado...
As lições a serem aprendidas com o lago do Parque das Nações Indígenas
“Nesta terra molhada”, após 5 meses com inúmeras iniciativas, do governo e sociedade, o lago artificial do Parque das Nações está voltando a produzir...
Gestão pública é o caminho contra a corrupção
A corrupção é pré-requisito do desenvolvimento, já dizia Gunnar Myrdall, Prêmio Nobel de Economia, em 1974. Ou seja, esse mal é algo comum e enraizad...
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions