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Setembro Amarelo: É possível prevenir!

Por Anne Thie Hirano e Juliana Ataídes Meleu (*) | 26/09/2020 08:01

Falar abertamente sobre o suicídio por vezes pode parecer desconfortável e/ou errado, mas não se engane. Ter conhecimento sobre os comportamentos e pensamentos decorrentes do sofrimento psíquico é um dos principais meios de se prevenir o sofrimento extremo. Este artigo se propõe a abordar inicialmente alguns fatores de risco.

O ano desafiador que vivemos expõe a importância de estarmos atentos à nossa saúde e também à das pessoas que nos cercam.

Para contribuirmos na prevenção, é essencial conhecermos os principais fatores que aumentam o risco: tentativas anteriores (estima-se que 50% de pessoas que cometeram este ato extremo já haviam tentado anteriormente); doenças psíquicas/mentais, como depressão, ansiedade, alcoolismo e abuso/dependência de outras drogas; casos de suicídio na família; falta de perspectiva futura; impulsividade; doenças clínicas não psiquiátricas; abusos ou negligências na infância e na adolescência; isolamento social e/ou vulnerabilidade social; perdas recentes.

A pessoa em risco tem dificuldades de elaborar estratégias para resolução de seus problemas, resultando num sofrimento tão agudo que pode culminar no ato extremo. Há um desequilíbrio na percepção do que acontece com ela e em sua volta.

E o que podemos fazer para ajudar? Este é o objetivo principal deste artigo: oferecer informação e orientação para ajudar na preservação da vida.

Os fatores que podem atuar como prevenção são: trabalhar a elevação da autoestima; bom suporte familiar; cuidados na gestação; laços sociais bem estabelecidos; propósito de vida; cuidados com a saúde emocional.

Se você reconhece alguns dos fatores de risco em você mesmo ou os identifica em alguma pessoa, procure o suporte de especialistas da área que têm o conhecimento para diagnosticar o quadro e indicar o melhor tratamento das causas, bem como trabalhar os fatores protetivos.

Compartilhar essa dor pode proporcionar alívio e conforto. Acolher a pessoa com tal sofrimento é, antes de mais nada, um ato de preservação e amor à vida!


(*) Anne Thie Hirano e Juliana Ataídes Meleu são psicólogas

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