Queda de cabelo em mulher pode ser calvície e não é só coisa de homem
Tema ganhou força nas últimas semanas depois que a cantora Maiara revelou estar em tratamento
A calvície feminina existe e é muito mais comum do que muita gente imagina. O tema ganhou força nas últimas semanas depois que a cantora Maiara, da dupla Maiara e Maraísa, falou abertamente sobre a queda de cabelo que enfrenta e revelou estar em tratamento. A exposição do caso ajudou a abrir discussão sobre um problema que, apesar de frequente, ainda é cercado de desinformação e tabu, principalmente entre mulheres.
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A calvície feminina, condição que afeta até 40% das mulheres ao longo da vida, ganhou destaque após a cantora Maiara revelar seu tratamento contra a queda de cabelo. Segundo o especialista Baltazar Sanabria, a artista enfrenta alopecia androgenética, doença genética que causa afinamento progressivo dos fios, e alopecia de tração, devido ao uso frequente de megahair. O tratamento para calvície feminina varia conforme a gravidade do caso, incluindo medicamentos orais, tópicos, aplicações injetáveis e transplante capilar. Por ser uma condição genética, requer acompanhamento contínuo. Fatores como hormônios, nutrição inadequada, estresse e procedimentos químicos podem agravar o quadro.
Segundo o médico Baltazar Sanabria, especialista em transplante capilar, a condição enfrentada por Maiara é mais complexa do que parece à primeira vista. “Ela tem dois problemas no couro cabeludo. Um deles é a alopecia androgenética, que é o nome científico da calvície”, explica.
O médico detalha que a calvície feminina é uma doença genética em que os fios vão ficando cada vez mais finos e o couro cabeludo se torna mais visível, principalmente na região do topo da cabeça. “É um afinamento progressivo dos fios, com rarefação do couro cabeludo”, resume.
Apesar de ainda ser associada quase exclusivamente aos homens, a alopecia androgenética pode acometer até 40% das mulheres ao longo da vida, uma incidência considerada alta pelos especialistas.
De acordo com Sanabria, a condição costuma surgir a partir dos 25 ou 30 anos e evolui de forma gradual. “Cada vez o fio fica mais fino, o couro cabeludo mais aparente e a paciente percebe que tem menos cabelo”, afirma.
No caso da cantora, além da calvície genética, há um segundo fator envolvido, a alopecia de tração. “Ela também teve um quadro de alopecia de tração em decorrência do uso recorrente de megahair”, explica o médico.
O problema ocorre porque o alongamento artificial é fixado aos fios naturais, gerando peso e tração constante. “Esse puxar para baixo colabora para o afinamento do fio e, em alguns casos, a mulher pode evoluir com áreas de falha, sem cabelo”, detalha.
Além da genética, outros fatores podem agravar o quadro de calvície feminina. Entre eles estão o uso inadequado de hormônios, deficiências nutricionais, noites mal dormidas e estresse intenso. “Baixa nutrição, sono que não é reparador e estresse muito elevado estão diretamente relacionados à piora da calvície”, alerta Sanabria.
Segundo ele, procedimentos químicos também merecem atenção. “O fio da calvície já é um fio fino e frágil. Quando a mulher faz alisamento ou mechas, aumenta o risco de quebra, o que piora ainda mais a aparência do cabelo”, explica.
Na prática clínica, os casos podem ser mais graves do que se imagina. O médico relata que já atendeu mulheres com perda severa de cabelo. “Já vimos casos extremos, de mulheres com pouquíssimo cabelo. Inclusive, operamos recentemente uma paciente com uma falha muito grande, em que foi possível reconstruir toda a região frontal com transplante capilar”, conta.
O tratamento existe e pode trazer bons resultados, desde que o diagnóstico seja feito corretamente. As opções variam conforme o grau da calvície e incluem medicamentos orais, tópicos, aplicações injetáveis no couro cabeludo e, em alguns casos, o transplante capilar.
No caso das mulheres, o procedimento é feito sem raspagem dos fios. “É uma técnica mais evoluída. A gente não raspa nada para operar mulheres”, destaca o especialista. Os resultados do transplante costumam aparecer entre nove meses e um ano após o procedimento, com melhora significativa da cobertura capilar.
Quando o tratamento é medicamentoso, é importante entender que se trata de uma condição crônica. “Como estamos falando de uma doença genética, ela não tem cura. O tratamento geralmente é para a vida toda”, afirma Sanabria. A boa notícia é que, com acompanhamento adequado, é possível interromper a progressão da queda, engrossar os fios e devolver volume e cobertura ao cabelo.
“O cabelo tem um impacto muito grande na confiança, na autoestima, nas relações sociais, pessoais e até no trabalho. Por isso, o tema precisa ser tratado com empatia porque não é só estética, é qualidade de vida”, finaliza o médico.
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