A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Terça-feira, 22 de Outubro de 2019

14/07/2017 16:10

Trigo é trigo, joio é joio

Por Sérgio Longen (*)

O Brasil vive um momento que merece ser olhado com mais cuidado e profundidade. Apesar da instabilidade política, o Congresso Nacional e as ações econômicas do próprio Governo Federal não pararam e, isso, devem ser reconhecidos.

Já é fato que o período que vivemos tem dado muito mais atenção e notoriedade aos acontecimentos negativos do que às conquistas e aos fatos positivos e, por isso, quero fazer uma abordagem nesse artigo focado somente em avanços e conquistas que o Brasil teve nos últimos 12 meses.

Na linha do tempo, o início de 2016 foi desesperador. A inflação estava a caminho dos dois dígitos e a taxa de juros beirava os 15 pontos percentuais. As linhas de crédito eram cada vez mais escassas, as empresas estavam demitindo e fechando suas portas e o Brasil batia recorde atrás de recorde no número de ações trabalhistas ocupando a liderança mundial nesse quesito.

O PIB crescia para baixo e a mais temida de todas as notícias foi dada pelos especialistas: A recessão havia atingido o coração da pátria verde e amarela.

Nesse período analisado, mesmo em meio à turbulência, a equipe econômica do novo governo, manteve o foco estabelecido por Henrique Meireles e o congresso entendeu, que não poderia parar suas ações para discutir apenas política. Neste passo, os primeiros resultados começaram a aparecer e hoje a soma de conquistas para a população já é muito grande.

A aprovação do teto dos gastos foi a primeira dose do remédio amargo. Ninguém pode gastar mais do que ganha. Só isso, já foi suficiente para o mercado externo voltar a olhar o Brasil com seriedade. A alta taxa de juros, que no ano passado chegou a 14,25%, hoje está em 10,25% e, até o fim do ano, aponta para apenas um dígito. O que, para a classe empresarial que precisa de financiamento, é fundamental.

O bolso do consumidor também sentiu a diferença nos números da inflação, que em 2016 estava em 9,32% na variação acumulada do IPCA e hoje está absolutamente controlada em 3% apenas. Os Estados também foram contemplados com a revisão de suas dívidas.

Além disso, a convalidação dos incentivos fiscais, votada e aprovada por Câmara e Senado, foi a realização de um grande sonho que dá total segurança aos empresários que investem no País e aniquila qualquer imbróglio jurídico em torno dessa questão.

Positivo também foram as linhas de créditos, que voltaram a fazer parte do planejamento do setor produtivo do Brasil. Só em Mato Grosso do Sul, o FCO foi de R$ 1,2 bilhão para R$ 2,3 bilhões disponíveis para empréstimo pelo Banco do Brasil.

Capítulo à parte merece a reforma trabalhista, sancionada na última quinta-feira (13/07) em Brasília (DF). Essa modernização vai fazer toda diferença para o futuro das gerações, não tenho a menor dúvida.

Uma lei moderna que avança, garante todos os direitos e gera muitas oportunidades de trabalho e renda para os mais de 14 milhões de pessoas que buscam uma colocação no mercado. Essa modernização dá condições para o empresário criar mais postos de trabalho e para o trabalhador poder ser dono da sua decisão de como e de que modo prefere trabalhar.

Esse é o Brasil que queremos. Essas são ações desenvolvidas nos últimos meses que alimentam nosso ânimo em seguir trabalhando e lutando por um país desenvolvido e com oportunidades para todos.

Por isso, finalizo esse artigo com as palavras de Paul Herman, presidente da John Deere Brasil, que recentemente disse: “Olhar menos televisão, ler menos jornal e acreditar muito mais na nossa competência e capacidade de trabalho para fazer as coisas acontecerem”. Afinal de contas, trigo é trigo, joio é joio.

(*) Sérgio Longen é empresário, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (FIEMS) e conselheiro da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Um olho no peixe, outro no gato
O agro brasileiro poderia ser bem mais assertivo em sua comunicação com os mercados, aqui e no exterior. Falar mais das coisas boas que faz, seguindo...
Como transformar a nossa relação com a natureza?
Falar em meio ambiente não é algo abstrato. Se traduz no ar puro que respiramos, na água que bebemos e na fauna e flora que nos cercam. Somos depende...
Sem comunicação não há evolução
Os líderes do agronegócio hoje concordam que precisamos dialogar muito mais com a sociedade urbana, pois sem isso não teremos aderência nas necessida...
A Ciência e o desenvolvimento: o óbvio que deve ser lembrado
Um país só se desenvolve se tiver ciência sólida que se transforme em tecnologia empregada pelo setor produtivo. Isso tem sido sobejamente demonstrad...
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions