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Cidades

Apesar de UTIs "pagas" só até março, secretário descarta redução de leitos em MS

Por Nyelder Rodrigues | 06/02/2021 14:09
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Recebendo mensalmente R$ 14 milhões para a manutenção de 70% dos leitos para pacientes com covid-19 em UTIs (Unidade de Tratamento Intensivo) na rede pública, Mato Grosso do Sul não deve correr risco de perder tais recursos e ter redução de vagas para quem necessite de cuidados avançados para a doença no Estado.

Quem garante isso é o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, ao ser questionado sobre o pedido de liberação de R$ 5,2 bilhões do Ministério da Saúde para o Ministério da Economia por causa da covid-19, já que existe a previsão de queda nos recursos para a manutenção de leitos para covid em todo o país.

Segundo o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), em janeiro haviam 7.717 vagas para tratamento intensivo da doença no país, mantidos com recursos federais. O número caiu em fevereiro para 6.830, e pode chegar a até 3.187.

"Não tem como acontecer", frisa Geraldo, que completa. "Estamos pactuados até março com o Ministério da Saúde, recebendo R$ 14 milhões. Essa habilitação é referente a 70% do total gasto com UTIs de covid no Estado, sendo que os outros 30% [aproximadamente R$ 6 milhões] sai do cofre estadual", revela o secretário.

Resende ainda comenta que para que tal possibilidade de redução de leitos se concretize é preciso que ocorra um erro muito grande do Governo Federal. "Custe o que custar, o Governo Federal vai ter que arrumar dinheiro para continuar com as UTIs funcionando. Vai ter que tirar de algum lugar", dispara.

Tal possibilidade de queda foi aventada em reunião do Conass, no fim do mês passado, conforme revelou reportagem do jornal carioca O Globo. Além disso, o governador paulista João Doria frisa que houve redução de 3,2 mil leitos financiados pelo Ministério da saúde em São Paulo. Contudo, a pasta nega que tenha havido tal mudança.

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