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Cidades

Capital tem lotação de "106%" e MS segue quebrando piores recordes da pandemia

Boletim desta quarta-feira traz 1,2 mil novos infectados e 25 mortos pela covid-19 em Mato Grosso do Sul

Por Guilherme Correia | 10/03/2021 11:05
Profissional de saúde durante atendimento en Unidade Básica de Saúde, em Campo Grande (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)
Profissional de saúde durante atendimento en Unidade Básica de Saúde, em Campo Grande (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)

Parece notícia repetida, mas não é. Pela quarta vez em menos de uma semana, Mato Grosso do Sul bate novo recorde de internações por covid-19, e soma, em 24 horas, 29 novos internados - mais de uma hospitalização por hora.

Atualmente, são 754 pacientes hospitalizados em leitos clínicos ou UTI's (Unidades de Terapia Intensiva) em hospitais públicos e privados do Estado.

Em relação a lotação de leitos de terapia intensiva, a macrorregião de Campo Grande tem "106%" dos leitos ocupados - em casos de covid-19. O excedente de 6%, de acordo com a SES (Secretaria Estadual de Saúde), é justificado por "leitos não habilitados pelo Ministério da Saúde".

É importante ressaltar que essa contagem inclui os poucos leitos dos municípios de Coxim, Aparecida do Taboado, Chapadão do Sul e Costa Rica.

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"É um aumento bastante expressivo que impacta na superlotação de hospitais privados e públicos, impacta em possível falta de insumos, anestésicos, kits de intubação, recursos humanos", ressaltou a secretária-estadual de Saúde, Crhstinne Maymone, durante transmissão na manhã de hoje.

Boletim atualizado - Eram 712 internados na última sexta-feira (5), recorde até então. Bastou menos de três dias para o governo estadual dizer que, na segunda-feira (8), havia 724 hospitalizados, e, na terça-feira (9), 725.

DataInternados
10 de março754
9 de março725
8 de março724
5 de março'712

Além disso, boletim epidemiológico de hoje traz 1,2 mil infectados e 25 mortes por covid, elevando o total para 190 mil casos e 3.516 óbitos desde o início da pandemia.

O secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, mencionou que quase todos os 19 municípios que têm ao menos um leito de UTI estão com capacidade crítica.

Ele novamente disse que a maior parte dos pacientes na Capital são da cidade, e não do interior do Estado. "É falacioso o interior ter mandado muitos pacientes para Campo Grande. A maioria dos pacientes do interior estão sendo tratados no interior. Pacientes da Capital estão sendo tratados, em sua ampla maioria, no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul", argumentou.

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