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Cidades

Contrabandistas que ostentavam mansões nas redes sociais são alvos da PF

Policiais evidenciaram que empresários tinham "elevado padrão de vida na pequena cidade de Mundo Novo"

Dayene Paz | 14/09/2022 07:33
Carros de investigados foram apreendidos. (Foto: Divulgação/PF)
Carros de investigados foram apreendidos. (Foto: Divulgação/PF)

Organização criminosa especializada no descaminho de produtos eletrônicos, principalmente smartphones, é alvo de operação da PF (Polícia Federal), nesta quarta-feira (14). O grupo, que ostentava imóveis de luxo nas redes sociais, agia em larga escala em Mato Grosso do Sul e Paraná, estados onde hoje são cumpridos os 17 mandados de busca e apreensão, na região de fronteira com o Paraguai.

A investigação da PF que desencadeou a Operação Buena Vita começou com apoio da Receita Federal após denúncia anônima ao Ministério Público Federal relatando que criminosos operavam no descaminho de produtos eletrônicos do Paraguai.

Um dos imóveis alvo de buscas pela PF. (Foto: Divulgação/PF)
Um dos imóveis alvo de buscas pela PF. (Foto: Divulgação/PF)

Os policiais evidenciaram que empresários tinham "elevado padrão de vida na pequena cidade de Mundo Novo, totalmente incompatível com a atividade formal declarada". Os envolvidos, inclusive, ostentavam suas atividades e o lucro nas redes sociais, principalmente lavando dinheiro com imóveis de luxo, conforme a PF, "demonstrando total desrespeito para com as forças estatais de segurança".

Ao obter provas do crime, a polícia representou e a Justiça Federal de Naviraí expediu 17 mandados de busca e apreensão, sendo dois deles em empresas, nas cidades de Mundo Novo e Guaíra (PR), além do bloqueio de bens e valores em relação a cada um dos investigados (pessoas físicas e jurídicas), até o limite de R$ 3.969.537,00.

Dinheiro encontrado em residência. (Foto: Divulgação/PF)
Dinheiro encontrado em residência. (Foto: Divulgação/PF)

Além disso, foi também deferido o sequestro de todos os imóveis e veículos registrados em nome dos investigados e dos "laranjas", além de contas bancárias em todo o território nacional.

"O objetivo principal da operação é dissolver a organização criminosa investigada com a descapitalização de seus principais membros de modo a fazer cessar suas atividades, tanto na região da fronteira, quanto em outras regiões do território nacional e também no Paraguai, de onde são enviados os grandes carregamentos de eletrônicos para vários Estados da federação", disse a PF em nota.

O nome da Operação Buena Vita faz referência ao padrão de vida dos integrantes da organização criminosa.

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