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Cidades

De assédio a ameaça de bomba, Anac já registrou 59 casos de indisciplina em voos

Em um mês da resolução 800, Mato Grosso do Sul não teve registros de conduta inadequada de passageiros

Por Maurício Aguiar | 14/10/2026 18:55
De assédio a ameaça de bomba, Anac já registrou 59 casos de indisciplina em voos
Nova ponte de embarque no Aeroporto Internacional de Campo Grande (Foto: Paulo Francis)

Passados 30 dias desde a publicação da resolução 800 da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), que estipulou regras mais rigorosas de conduta em voos e aeroportos, a Agência já registrou 59 relatos de conduta inadequada de passageiros no País. Até esta quarta-feira (14), nenhuma ocorrência havia sido registrada em voos com origem ou destino e em aeroportos de Mato Grosso do Sul.

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A Anac registrou 59 relatos de conduta inadequada de passageiros em 30 dias, desde a resolução 800, que endureceu as regras em voos e aeroportos. Foram 43 casos de indisciplina, 15 graves e um gravíssimo, de atentado à dignidade sexual em voo de Belém a Campinas. Nenhuma ocorrência foi registrada em Mato Grosso do Sul. Os processos seguem em análise, sem multas aplicadas até o momento. Em caso de condenação, o passageiro pode ficar até seis meses impedido de voar.

Ao Campo Grande News, a Anac informou que, desde 14 de setembro, recebeu 59 relatos relacionados a 57 ocorrências. Pela classificação dada pelas companhias aéreas, 43 foram enquadrados como atos de indisciplina, 15 como graves e um como gravíssimo.

De acordo com a Agência, cabe à companhia aérea fazer a classificação inicial da ocorrência e à Anac analisar os casos reportados. Todos os processos seguem em análise e, até o momento, nenhuma multa foi aplicada, a sanção ocorre somente ao final do processo administrativo.

De assédio a ameaça de bomba – Segundo a Anac, o único caso classificado como gravíssimo foi registrado como atentado à dignidade sexual de outra pessoa a bordo, ocorrido em um voo que saiu de Belém (PA) com destino a Campinas (SP). Caso seja julgado procedente, o passageiro pode ficar até seis meses impedido de voar.

Outros 15 relatos foram categorizados como graves, envolvendo violência física contra operadores aéreos e aeroportuários nos aeroportos de Guarulhos (SP), Confins (MG), Foz do Iguaçu (PR), Natal (RN), Brasília (DF) e Campinas (SP).

A categoria de casos graves também inclui cinco episódios de passageiros fumando a bordo, registrados nos trechos Salvador–Congonhas, Guarulhos–Salvador, Fortaleza–Guarulhos, Galeão–Confins e Campinas–Brasília.

Casos de violência física e desentendimento entre passageiros ocorreram em um voo Porto Alegre–Guarulhos, com a aeronave em solo e portas fechadas. Já um episódio de agressão verbal, intimidação e ameaça a tripulante aconteceu no Aeroporto de Brasília, antes da decolagem para Curitiba. Houve ainda uma falsa comunicação de presença de explosivos no Aeroporto de Confins.

Atos de indisciplina – Os demais relatos foram classificados como atos de indisciplina. Eles envolvem ameaça, intimidação ou agressão contra pessoas (17 relatos), incluindo agressões verbais entre passageiros e tumultos, descumprimento de orientações de segurança ou de normas das autoridades (16), recusa em seguir instruções de segurança da tripulação (5), outras condutas inadequadas (3) e crime ou destruição de patrimônio (2), estes últimos registrados no check-in dos aeroportos de Brasília e Goiânia.

A Anac detalhou ainda os locais de maior incidência dos problemas: as áreas de embarque e desembarque lideram os relatos (19 casos), seguidas por ocorrências com a aeronave no solo (14) e situações registradas durante o voo.

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