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Cidades

Dourados e Campo Grande tem 154 à espera de vaga de UTI nesta terça

Há superlotação dos leitos destinados ao tratamento de síndromas respiratórias

Por Marta Ferreira | 23/03/2021 16:07
Conseguir um leito de UTI em Mato Grosso do Sul está cada vez mais difícil por causa da pandemia de covid-19. (Foto: Divulgação)
Conseguir um leito de UTI em Mato Grosso do Sul está cada vez mais difícil por causa da pandemia de covid-19. (Foto: Divulgação)

Campo Grande e Dourados, as duas maiores cidades de Mato Grosso do Sul, tem 154 pacientes à espera  por uma vaga de UTI. Essa fila é diretamente relacionada ao estágio da pandemia de covid, doença em seu maior pico de contágio.  Segundo as informações levantadas, são 128 solicitações de vagas na Capital e mais 26 para a rede douradense.

As duas cidades atendem os municípios vizinhos, sendo cada uma responsável por uma microrregião em termos de atendimento de alta complexidade, o que inclui a terapia intensiva.

Em todo o Mato Grosso do Sul, segundo os dados disponíveis no sistema “Mais Saúde”, são  895 leitos disponíveis para tratamento de pacientes graves, muitos deles com necessidade de ventilação mecânica. Desse total, 516 vagas são para tratamento de síndromes respiratórias e covid-19.

Dos leitos destinados só para tratar covid ou problemas respiratórios, que podem ser confirmados como contágios pelo novo coravírus, a ocupação no Estado é de mais de cem por cento.

Ou seja, há gente internada em vagas improvisadas.

 Para tentar conter esse panorama, Mato Grosso do Sul está desde o dia 14 com toque de recolher das 20h às 5h, durante a semana, e das 5h às 16h aos domingos.

 A medida vence dia 27, mas antes disso haverá nova avaliação, até com possibilidades de adotar feriadão, antecipando datas futuras, como foi feito em Campo Grande, que decretou quatro dias de folga, a partir de segunda-feira (22) e ainda tenta emendar mais a próxima sexta-feira (26).

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