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Dupla que matou idoso por engano na guerra de facções é condenada a 47 anos

Em 2024, a briga entre grupos rivais marcou Sonora e terminou com cinco pessoas assassinadas

Por Lucia Morel | 06/05/2026 17:02
Dupla que matou idoso por engano na guerra de facções é condenada a 47 anos
Renan Carlos Dias e Ezequiel dos Santos Souza, em fotos das redes sociais. (Foto: Reprodução)

Em sessão por videoconferência do Tribunal do Júri, na Vara Única de Sonora, dupla que matou um idoso por engano em fevereiro de 2024 no município foi condenada a 47 anos de prisão em regime fechado. Renan Carlos Dias e Ezequiel dos Santos Souza cumprirão pena de 25 e 22 anos, respectivamente.

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Renan Carlos Dias e Ezequiel dos Santos Souza foram condenados a 47 anos de prisão em regime fechado pelo Tribunal do Júri de Sonora, por matar um idoso de 62 anos por engano em 2024. Juvenal Cândido da Silva foi assassinado no lugar do genro, apontado como líder do Comando Vermelho na cidade. Os réus eram líderes do PCC na região e foram presos durante operação federal em abril de 2024.

Na sentença proferida pela juíza Camila Neves Porciúncula, ao definir o tempo das penas, estabelece que “o crime foi praticado com violência à pessoa. Logo, incabível a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos”.

O ano de 2024 foi marcado pela guerra de facções em Sonora, quando cinco pessoas foram assassinadas por causa da briga entre Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho. Nela, Juvenal Cândido da Silva, na época com 62 anos, recebeu vários tiros que deveriam ter atingido o genro dele, Gilvan Batista da Silva, o “Coyote”.

Renan e Ezequiel, segundo a investigação policial, eram líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) na região sul. Ezequiel, por sua vez, tinha a função de geral da cidade, atuando na disciplina dos demais integrantes da facção.

A equipe do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) prendeu ambos durante a Operação “Protetor Divisas e Fronteiras”, coordenada pelo Ministério da Justiça. A equipe encontrou a dupla em uma rua no Bairro Jardim Presidente, em abril de 2024. No mesmo dia, a polícia prendeu Gilvan. A polícia aponta Gilvan como líder do CV em Sonora.

Em 2024, após as mortes e atentados na cidade, foi deflagrada pela Delegacia de Sonora ação com objetivo de “tirar de circulação” pessoas identificadas como integrantes de facções criminosas em “guerra”. Em agosto de 2025, a Operação Integrar, que mobilizou Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Coordenadoria de Perícias e Grupo Aéreo, também combateu a atuação dos grupos rivais no município.

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