Aposentado passa dia tampando buracos por conta própria na Vila Planalto
A iniciativa foi de um morador de 76 anos, que gastou R$ 200 com material
Aos 76 anos, Sebastião Rocha Taveira decidiu tampar os buracos do asfalto de ruas da Vila Planalto, em Campo Grande. Ele começou cedinho, neste sábado (27), e contou apenas com a ajuda da namorada, Evanilda Luiza.
RESUMO
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Aos 76 anos, Sebastião Rocha Taveira decidiu tampar os buracos do asfalto de ruas da Vila Planalto, em Campo Grande, com a ajuda da namorada, Evanilda Luiza. Utilizando pó de brita comprado por cerca de R$ 200, o aposentado trabalhou por horas e cobriu mais de 20 buracos em duas ruas, após a prefeitura não realizar o serviço desde agosto do ano anterior.
Filho do idoso, Enliu Rodrigues Taveira se surpreendeu ao chegar na casa do pai e vê-lo trabalhando na Rua João Azuaga, onde moram. "Pensei: será que a equipe da prefeitura está passando aqui? Depois entendi", conta. Ele enviou relato sobre a iniciativa ao Direto das Ruas.
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Sebastião estava fazendo o serviço por conta própria, usando pó de brita para "remendo frio", explica o filho. O material foi colocado na caçamba de um veículo Ford/Pampa, que o pai comprou há alguns anos para fazer pequenos serviços de reforma e não ficar parado após a aposentadoria.
"Meu pai sempre foi muito ativo e altruísta, gosta de fazer as coisas em silêncio. Outras pessoas até já tomaram em seu benefício o que ele fez", fala Enliu.
O morador tomou a atitude porque o Município demora a executar o serviço na região. "A última vez que passaram aqui foi em agosto do ano passado, mas esqueceram a Rua João Azuaga. Depois de tanta chuva, os quatro buraquinhos que tinham aumentaram para mais de 20", afirma o filho.
Improviso - Evanilda explica que o namorado pesquisou em vários estabelecimentos o melhor material para resolver o problema. Gastou cerca de R$ 200 comprando 1 m³ do pó de brita.
"Ele queria comprar o asfalto mesmo, mas não tinha. Então indicaram esse outro produto que é fácil de compactar", ela detalha. Os dois compactaram o material no chão utilizando os pés mesmo, enxada e pá.
O material comprado rendeu para duas ruas. Foram horas de trabalho. "O Sebastião não queria nem parar para o almoço, eu que insisti. Terminamos quase 16h. É muito cansativo", descreve.
Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.




