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Cidades

MS pode perder ainda mais vidas por falta de medicamentos

Instituições médicas do Estado já alertaram autoridades em saúde; pacientes podem vir a óbito mais facilmente

Por Guilherme Correia | 26/03/2021 10:10
Vítima da covid-19 é atendida em leito de terapia intensiva no Hospital Regional (Foto: Saul Scharmm/Governo estadual)
Vítima da covid-19 é atendida em leito de terapia intensiva no Hospital Regional (Foto: Saul Scharmm/Governo estadual)

Instituições médicas de Campo Grande alertam para os perigos da falta de insumos para intubação e sedação de pacientes com covid-19, fator que deve acarretar em maior número de vidas perdidas e pessoas em condições muito piores de saúde.

A preocupação por parte das instituições hospitalares é de que mais pessoas morram em decorrência dessa déficit. Em publicação oficial do Coren (Conselho Regional de Enfermagem), a enfermeira Suzi Strapason ressalta a importância nos sedativos para controlar a dor e garantir maior chance de vida ao paciente.

"Também ajuda no controle da dor, angústia, agitação e consequentemente evita a perda de dispositivos, incluindo a extubação acidental antes do paciente apresentar melhora infecção pulmonar", diz a profissional em nota feita pelo órgão.

De acordo com boletim epidemiológico mais recente, divulgado ontem (25), a macrorregião de Campo Grande - que engloba municípios próximos e respectivos leitos de terapia intensiva  - tem taxa de ocupação de 103%. Ou seja, não há estrutura hospitalar adequada para casos graves de covid-19 e de outros agravos de saúde.

As chances de sobrevida ficam muito reduzidas e ele pode vir a óbito sem os medicamentos”

Além disso, o excedente (3%) é justificado por pacientes ocupando instalações médicas inadequadas e improvisadas.

Falta de insumos - Alguns dos principais hospitais da Capital já informaram sobre esse fenômeno. Por meio de nota, a Santa Casa de Campo Grande, o Hospital El Kadri e o Hospital Cassems comunicaram que isso deve acontecer em breve.

O texto também diz que os apelos feitos a autoridades de saúde não têm feito diferença, e que "nenhuma solução palpável se apresenta a curto prazo". Entre fatores envolvidos para isso estão preços abusivos dos produtos e dificuldades relacionadas ao fornecimento feito pelos produtores.

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