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Santa Casa, Cassems e El Kadri apelam: clima é de pânico por falta de remédios

Por Marta Ferreira | 25/03/2021 17:25
Hospital da Cassems, que montou tendas para atender pacientes de covid, assina comunicado alertando população autoridades. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)
Hospital da Cassems, que montou tendas para atender pacientes de covid, assina comunicado alertando população autoridades. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Comunicado divulgado nesta tarde pela Santa Casa, Hospital El Kadri e Hospital da Cassems apela à população, para fazer o possível para se precaver do contágio pelo novo coronavírus, e às autoridades para tentar achar solução ao problema crítico da falta de medicamentos para intubação, essenciais para tratar pacientes graves, notadamente os de covid-19, principal causa de iternação no momento.

A  carta foi divulgada depois de reunião entre direção dos três estabelecimentos para tratar da crise de abastecimento.

Segundo o texto, a maioria dos hospitais já trabalha com estoques muito baixos.  “Alguns prevêem falta de certas substâncias para daqui a dois dias”, afirma a nota.

O clima descrito é de pânico entre os profissionais de saúde, “que já vislumbram um cenário caótico para os próximos dias”.

Diante desta conjuntura, os gestores destas instituições clamam pelo apoio do Poder Público na solução do problema, e reforçam o pedido à sociedade para que evite o contato social e utilize os protocolos de higienização, a fim de mitigar a disseminação viral”, apelam.

É feito ainda o alerta de que os medicamentos com risco “iminente” de falta são em especial os necessários para a intubação, manutenção da sedação, analgesia e relaxamento neuromuscular. São produtos farmacêuticos, como dito, “imperiosos para a ventilação mecânica de pacientes acometidos pela covid-19”.

Diz o texto que a situação “já se arrasta por dias, conforme noticiado pela imprensa em geral, e não evolui para uma solução, o que tende a expor os pacientes à desassistência”.

Os representantes dos hospitais que assinam a carta afirmam que esse quadro ocorre apesar da atualização da realidade dos estoques, enviadas cotidianamente às autoridades, bem como da comunicação recorrente das dificuldades. “Nenhuma solução palpável se apresenta a curto prazo”.

“Tal fato gera grande preocupação quanto ao futuro dos internados e de pacientes que, porventura, venham a necessitar deste tipo de assistência”, traz o apelo.

Nem mais caro – Como já vem sendo dito, os hospitais informam que mesmo com preços absurdamente superiores aos praticados até então, os fornecedores não se comprometem com a entrega dos produtos.

Todas as unidades citadas estão com as unidades de terapia intensiva ocupadas em cem por cento.  A conversa nesta tarde foi com a promotora responsável por assuntos ligados à saúde, Filomena Fluminhan.

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