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Cidades

Internações por covid crescem no Estado, e Capital lidera com 95% de ocupação

Conforme critérios de saúde, o Estado é dividido em quatro regiões; nesse quesito, a macrorregião de Campo Grande está mais grave

Por Guilherme Correia | 02/03/2021 10:32
Paciente internado por covid-19 é atendido por profissional de saúde (Foto: Reprodução/CNM)
Paciente internado por covid-19 é atendido por profissional de saúde (Foto: Reprodução/CNM)

Mato Grosso do Sul tem visto, em média estadual, as internações por covid-19 crescerem cerca de 37% ao longo das últimas duas semanas. O que os dados evidenciam, contudo, é que as macrorregiões de Campo Grande e Três Lagoas são as maiores responsáveis por esse aumento.

Isso é o que indica levantamento feito pela reportagem, com base nos registros do painel Mais Saúde - que contabiliza a demanda hospitalar em todos os estabelecimentos de saúde do Estado.

A região da Capital teve aumento de 43,3% em internações nos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em casos de covid-19 e SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), e estava, nesta segunda-feira (1º), com 95,5% de vagas ocupadas.

Ao Campo Grande News, o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, alerta que a situação é crítica e tende a piorar devido a falta de apoio da população e de gestores municipais. "Uma parcela da população não colabora, e também pela falta de apoio de gestores, e falta de adesão na sua plenitude do Prosseguir, de gestores que cedem a grupo de pressões”, diz.

“Estamos em um cenário que aponta dificuldades maiores, e que pode ser o pior momento da doença, agora em março. Temos indicativos de que temos cepas diferentes do coronavírus, que estão fazendo sequenciamento, e podemos ter a circulação da cepa oriunda do norte", ressalta o titular da SES (Secretaria Estadual de Saúde).

Veja a taxa de ocupação de leitos de terapia intensiva de covid nos últimos 14 dias:

Macrorregião
16 de fevereiro
1º de março
Campo Grande
66,7%
95,5%
Corumbá
47,1%
52,9%
Dourados
75%
83,3%
Três Lagoas
51,4%
75,7%

Além dela, Três Lagoas teve aumento expressivo de 47,1%. Por fim, com crescimento inferior a essas duas, aparecem Corumbá (12,5%) e Dourados (11,1%).

Resende afirma que a preocupação é extrema em todas as regiões do Estado, já que a crescente da doença é em todo Mato Grosso do Sul. “Três Lagoas estava se comportando diferente do Estado, mas agora tem apresentado quase ocupação total. Já pedimos que Dourados abra novos leitos e contrate hospitais privados".

A 'macrorregião' é um conceito desenvolvido pelas autoridades em saúde para definir um conjunto de vários municípios cujos hospitais têm maior integração entre si. A macrorregião de saúde de Campo Grande engloba não apenas a Capital, como diversos outros municípios próximos.

Por município - Nesse mesmo quesito, de pacientes em leitos de UTI para essas doenças respiratórias, mas filtrando em cada município, Naviraí, Nova Andradina, Ponta Porã, Jardim e Costa Rica têm taxas de 100% de ocupação hospitalar - no geral, há poucos leitos disponíveis por se tratarem de cidades pequenas.

Segundo Geraldo Resende, da SES, a falta de profissionais de saúde impossibilita abertura de mais estruturas. "Não tem como expandir leitos de UTIs. Não adianta abrir leitos, se não temos profissionais. Muitos são recém-formados e estão em período de residência médica, e falta profissionais à beira de leitos, como fisioterapeutas".

Em seguida, vem Campo Grande (95,8%)* e Paranaíba (90%), com níveis preocupantes, e depois Três Lagoas (88,2%), Aquidauana (87,5%), Coxim e Aparecida do Taboado (80%), Dourados (72,4%) e Corumbá (52,9%).

Por fim, Sidrolândia e Bataguassu possuem leito de UTI, conforme o painel, mas nenhum deles está em uso.

(*) Apenas o município de Campo Grande tem taxa de ocupação de leitos de UTI/covid de 95,8%, já a macrorregião de Campo Grande (que engloba outros municípios) tem taxa de ocupação de UTI/covid de 95,5%.

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