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Cidades

Mais de 20 veículos são apreendidos em empresa alvo da polícia

Aparelhos celulares e equipamentos eletrônicos também foram recolhidos

Por Geniffer Valeriano | 26/04/2024 15:25
Equipes do Dracco durante execução dos mandados (Foto: Divulgação)
Equipes do Dracco durante execução dos mandados (Foto: Divulgação)

Alvo da Operação Jazida, a empresa GTX Construtora e Serviços Ltda teve mais de 20 veículos apreendidos pelo Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), na manhã desta sexta-feira (26). O número preciso não foi divulgado, mas aparelhos celulares e equipamentos eletrônicos também foram recolhidos.

Para o Campo Grande News, a delegada titular do departamento Ana Cláudia Medina detalhou que nesta manhã foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão. “Hoje, especificamente, foi só em torno da empresa e dos sócios proprietários da empresa”.

A sede da empresa fica localizada na Capital, mas presta serviços a diversas cidades de Mato Grosso do Sul, assim como Bataguassu, onde é realizada a obra de asfalto que desencadeou a investigação.

Delegada titular do Dracco, Ana Cláudia Medina (Foto: Paulo Francis)
Delegada titular do Dracco, Ana Cláudia Medina (Foto: Paulo Francis)

A apuração começou em 2022. O contrato investigado é de novembro de 2021 e até os dias atuais as obras não foram concluídas. “Agora nós fazemos a análise, é uma etapa que a gente traz elementos para a instrução. Nós buscamos também o apoio técnico especializado de alguns setores que fazem a análise desses contratos para que a gente possa entender e verificar qual a participação não só dos empresários, mas da própria prefeitura”, explica Medina.

“Agora nós vamos analisar essa situação toda para que a gente possa adotar outras diligências, mas com certeza acionaremos inclusive alguns colaboradores no sentido de órgãos técnicos para a análise dessa situação específica”, finaliza.

Operação Jazida - Conforme a polícia, as investigações apuram fraude à execução de contratos de obra de asfaltamento, na rodovia conhecida como Reta A1, Porto XV. “Foi identificada uma relevante fraude, no que tange à extração de terra utilizada na obra”, segundo o Dracco.

Ainda de acordo com o departamento, a empresa responsável escavou e retirou volumes expressivos de terra numa jazida irregular de propriedade privada, localizada próxima à obra. “É possível visualizar a jazida irregular até mesmo por imagens de satélite, o que demonstra o volume de terra extraído do local”.

Conforme a perícia realizada, foram extraídos cerca de 14.300 m³. A terra deveria ter sido extraída de uma jazida regular, localizada no município. Situação que gerou um superfaturamento do contrato de, ao menos, R$ 728.544,65. Além de constar no contrato a extração de terra na jazida regular, que deveria ser adquirida, a empresa ainda cobrava pelo transporte do material, como se tivesse retirando no local previsto, que fica a mais de 20 km de distância, conforme previsto no orçamento.

A polícia vai analisar todas as circunstâncias da contratação da empresa pela prefeitura, apurando também possíveis irregularidades cometidas por servidores públicos que participaram dos atos. Além das buscas, também foram feitos os bloqueios de valores das contas bancárias dos investigados, restrições nos veículos da empresa e dos seus representantes, para evitar a dilapidação (gasto excessivo) do patrimônio.

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