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Cidades

Marcas de tiro sinalizam que traficantes tentaram destruir avião interceptado

A aeronave não tinha plano de voo e entrou no espaço aéreo do Brasil pela fronteira de Mato Grosso do Sul

Por Viviane Oliveira | 04/07/2022 12:18



O avião que saiu de Mato Grosso do Sul e foi interceptado pela FAB (Força Aérea Brasileira) com 663 quilos de cocaína tinha marcas de tiros de pistola 9 mm. A aeronave foi apreendida pela Polícia Federal de Jales (SP), na tarde de ontem (3) e vai passar por perícia nesta segunda-feira (4). Assista, acima, ao vídeo.

A suspeita é de que os disparos foram feitos pelos próprios criminosos para tentar causar um incêndio na aeronave e destruir a droga. Em entrevista ao site G1 São José do Rio Preto, Alexandre Manoel Gonçalves, delegado da Polícia Federal de Jales (SP), disse que no local do pouso, foram localizadas cápsulas de 9 milímetros deflagradas.

“Os policiais desconfiam que, no momento da abordagem, para ocultar as provas, os traficantes atiraram contra a própria asa da aeronave, com o intuito de causar o incêndio e destruir todos os produtos ilícitos", disse Alexandre.

Registro - Segundo o site de Consultas ao Registro Aeronáutico Brasileiro, da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a aeronave PR-WCP foi fabricada em 1973, é de pouso convencional, tem 2 motores com peso máximo de decolagem de 2.449 quilos e cabe até cinco passageiros.

A categoria é para serviço aéreo privado e com operação negada para táxi aéreo. A data de compra e transferência é de 5 de abril e o CVA (Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade) está vencido.

Interceptação - Aeronave de pequeno porte, que foi interceptada por dois caças da FAB (Força Aérea Brasileira), na divisão de Mato Grosso do Sul com São Paulo, na região de Três Lagoas e Selvíria, transportava 663 quilos de cocaína. Segundo a polícia, a carga está avaliada em mais de R$ 30 milhões.

Marcas de tiros foram identificados na aeronave interceptada pela FAB. (Foto: Reprodução/TV TEM)
Marcas de tiros foram identificados na aeronave interceptada pela FAB. (Foto: Reprodução/TV TEM)

Após identificar que a aeronave não tinha plano de voo, os pilotos da FAB ordenaram a mudança de rota e o pouso obrigatório em aeródromo específico. Porém, o piloto do avião interceptado não obedeceu. Foi necessário que a defesa aérea comandasse o tiro de aviso. Como não houve retorno, foi disparado outra vez.

A aeronave, então, fez pouso forçado no Estado de São Paulo, entre as cidades de Jales e Pontalinda. A partir de então, a Polícia Federal assumiu as medidas de controle de solo. Os dois traficantes e fugiram antes da chegada dos policiais.

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