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Cidades

Média diária de mortes em julho é 3 vezes maior que no mês passado

Ritmo de óbitos por dia saltou de 2,2 para 6,6 e coronavírus se mostra mais letal em Mato Grosso do Sul

Por Tainá Jara | 04/07/2020 07:35
Medidas de prevenção, como o uso obrigatórios de máscaras, não foram suficiente para conter o novo coronavírus (Foto: Arquivo/Kisie Ainoã)
Medidas de prevenção, como o uso obrigatórios de máscaras, não foram suficiente para conter o novo coronavírus (Foto: Arquivo/Kisie Ainoã)

Julho mal começou, mas a média diária de confirmações de casos do novo coronavírus já superou a de junho. Se levada em conta as mortes por covid-19, o ritmo triplicou.

Levantamento realizado pela reportagem do Campo Grande News, com base em dados da SES (Secretaria Estadual de Saúde), apontam que a em três dias a média diária de mortes foi de 6,6. Foram 20 novas mortes contabilizadas em 72 horas. O total é de 107, desde abril, quando houve o primeiro óbito.

A média triplicou em relação ao mês passado. Junho terminou com total de 87 mortes.

No mês passado, o ritmo médio foi de 2,2 óbitos diários, o que também representa um salto considerável em relação ao mês de maio, quando a média foi de 0,36 vítimas fatais. Até o final de abril, apenas uma pessoa havia morrido de covid-19 no Estado.

Confirmações – As confirmações de novos casos apresentam um ritmo mais lento, em relação ao de óbitos. Os três primeiros dias de julho, no entanto, já superam a média diária registrada no mês passado. O número passou de em média 236,9 positivos a cada 24 horas para 237,3.

Em termos de contaminação, o grande salto foi verificado entre maio e junho, quando a média diária saiu de 43,5 para 236,9. Em abril, eram cerca de 7 diagnósticos por dia.

Diferente das mortes, o salto no número de contaminações contou com o refinamento da estrutura de saúde para detectar a doença. Aplicação de testes rápidos, criação de drive-thrus para aplicação dos exames, na Capital e no Interior do Estado, e parcerias para universidade para acelerar os diagnósticos contribuíram para aumento no número de confirmações.

Quanto as mortes, os dados ainda não são influenciados pela superlotação dos leitos no Estado, por exemplo. De acordo com o boletim da SES, divulgado nesta sexta-feira, dos 9.388 pacientes diagnosticados com covid-19, 201 estão internados sendo 118 em leitos clínicos e 91 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), tanto na rede pública, quanto na privada.

Em relação aos leitos públicos, a taxa de ocupação dos clínicos é de 21%, ou seja 139, dos 902 adultos existentes e em ampliação.

A taxa é de 38%, portanto maior, quando se trata de leitos de UTI. Para pacientes graves de covid-19, há 249 leitos disponíveis e em ampliação.