Operação desarticula esquema que levava drogas de MS para Minas Gerais
Ação cumpre 57 mandados de busca, apreensão e prisão na região mineira e em mais quatro estados
Operação deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Minas Gerais na terça-feira (28), revelou que Mato Grosso do Sul era ponto de origem de drogas distribuídas pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) na região mineira e em outros estados do país.
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Operação K9, deflagrada pelo Gaeco de Minas Gerais, revelou que Mato Grosso do Sul era origem de drogas do PCC distribuídas em vários estados. Com 57 mandados cumpridos, nove suspeitos foram presos, e foram apreendidos R$ 230 mil, armas e drogas. Bens e contas foram bloqueados. As penas somadas podem chegar a 73 anos. MS se confirma rota estratégica do tráfico pela proximidade com Bolívia e Paraguai.
Chamada de Operação K9, a ação teve como alvo uma ramificação da facção criminosa em Minas Gerais e nos estados do Pará, Bahia, Pernambuco e Piauí com o cumprimento de 57 mandados, sendo 47 de busca e apreensão e dez de prisão.
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As investigações do Gaeco-MG duraram aproximadamente um ano e identificaram toda a estrutura do esquema em que a droga saía de Mato Grosso do Sul e era levada principalmente para o Vale do Aço, em Minas Gerais, além de abastecer outras regiões do país.
O levantamento revelou a logística de transporte da droga, o núcleo financeiro e a hierarquia dos integrantes. Segundo o Gaeco, o grupo também é investigado por crimes como homicídio e lavagem de dinheiro.
Até o momento, nove dos dez alvos de mandado foram presos e durante a ação foram apreendidos quase R$ 230 mil em dinheiro, além de armas de fogo, drogas e vários aparelhos celulares. A operação mobilizou mais de 150 agentes entre policiais civis e promotores.
A Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens ligados aos suspeitos, incluindo imóveis e veículos de luxo. A soma das penas pode chegar a 73 anos de prisão.
MS como rota do tráfico
O caso reforça o papel estratégico de Mato Grosso do Sul nas rotas do tráfico de drogas no Brasil, devido à proximidade com países produtores, como Bolívia e Paraguai. As investigações apontam que o Estado era utilizado como base logística para envio de grandes cargas a outras regiões, principalmente Sudeste e Nordeste.
A Operação K9 recebeu esse nome em referência ao apelido do líder da célula criminosa investigada.
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