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Cidades

Projeção aponta 11 a 26 de agosto como semanas “chave” de colapso na saúde em MS

Levantamento consntante da Universidade Federal acompanha evolução do novo coronavírus no Estado

Por Lucia Morel | 06/07/2020 17:15

Estudo reforça que agosto, segundo projeções, será o mês do colapso da rede de saúde de Mato Grosso do Sul e de Campo Grande diante do avanço do novo coronavírus. Datas são marcadas para que o sistema não dê conta dos atendimentos previstos, sendo 11 e 26 os dias “chave”. Projeção já havia sido relatada aqui.

No que se refere a Campo Grande, haverá menos leitos hospitalares do que a demanda por eles no dia 11 de agosto, segundo estudo da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Nessa data, Campo Grande viverá o 150º dia da pandemia, cujo primeiro caso foi em 14 de março.

Pelo detalhamento do estudo, a estimativa é de que 350 pessoas precisem de atendimento em leitos clínicos para covid-19 em Campo Grande no dia 11 de agosto, mas a quantidade disponível é de 341 leitos. Com relação à UTI, é estimado para o 10 de agosto que 160 pacientes diagnosticados com a Covid-19 precisarão desse tipo de leito, e hoje há disponível 157 na Capital.

No Estado o colapso é previsto para 26 de agosto, quando a previsão é de que 678 pessoas precisem de leitos clínicos em Mato Grosso do Sul, oito a mais dos disponíveis. Já com relação aos leitos de UTI, é estimado para 16 de agosto, 200 pacientes para esse tipo de atendimento, um a mais dos 199 existentes.

Levantamento – As projeções são baseadas nos números reais, aplicando-os no modelo matemático Gompertz. Os professores responsáveis são Erlandson Saraiva, do Instituto de Matemática e Leandro Sauer, da Escola de Administração e Negócios, que sustentam que os resultados obtidos são um indicativo de que se pode estar iniciando um período de redução de casos confirmados.

“Estes resultados mostram a necessidade da população continuar seguindo as orientações de especialistas da área da saúde para se manter o isolamento social sempre que possível. Este procedimento é necessário para que as quantidades registradas em uma semana estejam sempre abaixo da curva ajustada. Pois somente desta maneira obteremos o desejado achatamento da curva”, reforçam.

O modelo matemático foi desenvolvido a pedido da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) de Campo Grande. Agora, é enviado também para a SES (Secretaria Estadual de Saúde), Câmara Municipal de Campo Grande, prefeitura de Três Lagoas e Ministério Público de Três Lagoas.