Com viaduto e drenagem, obras da Rota Bioceânica avançam
A ponte principal sobre o Rio Paraguai tem previsão de entrega para agosto, mas o acesso pela 267só em 2027
Enquanto o acesso para chegar até o percurso da Rota Bioceânica está com dificuldades por falta de recursos, outros trechos do complexo logístico estão em andamento. No sábado (14), homens e máquinas trabalhavam simultaneamente em vários pontos da obra, que inclui a construção de pontes, viadutos e passagens de água ao longo do trajeto.
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A construção da Ponte Bioceânica, que ligará Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, avança a todo vapor, faltando apenas 69 metros para o encontro final entre os dois lados. A ponte principal sobre o Rio Paraguai deve ser entregue em agosto deste ano, enquanto o corredor rodoviário completo está previsto para 2027. A obra, que inclui pontes, viadutos e estruturas de drenagem, é executada pelo Consórcio PDC Fronteira, com investimento de R$ 572 milhões do Novo PAC. No entanto, o acesso ao percurso enfrenta dificuldades financeiras, com falta de recursos para obras secundárias e terraplanagem. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que o acesso à ponte está em andamento, com 31,73% de execução, e a restauração do pavimento já alcançou 59,7%. O Corredor Bioceânico promete reduzir em 9,7 mil quilômetros a rota marítima das exportações brasileiras, encurtando viagens para a China em até 17 dias.
Um dos viadutos em obra terá mais de 700 metros e já recebe as vigas para futura instalaão das pré-lajes. Em outros trechos, as pré-lajes já foram concretadas e passam por acabamento. As estruturas de drenagem estão em fase final.
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Também será construído o complexo aduaneiro com estruturas de imigração e controle de cargas. Após a conclusão das pontes, serão retomados os serviços de terraplanagem até o encontro com a ponte internacional.
A ponte principal sobre o Rio Paraguai tem previsão de entrega para agosto deste ano. Já o corredor rodoviário, que liga Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, pode ser ativado somente em 2027.
A obra é executada pelo Consórcio PDC Fronteira, formado pelas empresas Caiapó Construtora, DP Barros Produções e Construções e Paulitec Construções. O investimento é de R$ 572 milhões, com recursos do Novo PAC, sob contratação e fiscalização do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).
O acesso do lado paraguaio está em execução, e a pavimentação da Picada 500, continuação da PY-15, avança em 224 quilômetros até Pozo Hondo, no departamento de Boquerón.
O Corredor Bioceânico deverá encurtar em 9,7 mil quilômetros a rota marítima das exportações brasileiras. Em um exemplo prático, a viagem de produtos para a China pode ter redução de 12 a 17 dias.
Acesso – Em entrevista ao Campo Grande News no dia 5 de março, o chefe da divisão de integração de infraestrutura do Itamaraty e coordenador nacional do Corredor Rodoviário Bioceânico, João Carlos Parkinson, informou que ainda faltam R$ 200 milhões para custeio do acesso pela BR-267, obras de pontes secundárias, viaduto, terraplanagem e do setor de controle integrado.
O coordenador explica que o acesso é responsabilidade do Dnit. Por enquanto, as obras seguem porque ainda há saldo de R$ 50 milhões.
O Dnit informou que a obra de adequação e construção do acesso à nova ponte sobre o Rio Paraguai, em Porto Murtinho, está em andamento e contempla a implantação do acesso à Ponte Internacional sobre o Rio Paraguai, contorno rodoviário de Porto Murtinho e construção do Centro Aduaneiro de Controle de Fronteira. Com investimento de aproximadamente R$ 496,9 milhões, o empreendimento está com 31,73% de execução.
Quanto à restauração do pavimento e adequação de capacidade, entre o km 577,8 e o km 678,1, o investimento é de cerca de R$ 254 milhões e os serviços estão 59,7% executados.
* Colaborou Toninho Ruiz
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