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Cidades

Recém-nascida internada após perder a mãe pode ser adotada por morador de SC

Criança nasceu em Corumbá, mas está internada em Campo Grande com problemas de saúde

Por Gabrielle Tavares | 11/05/2022 11:56
Recém-nascida internada. (Foto: Divulgação)
Recém-nascida internada. (Foto: Divulgação)

Recém-nascida que está internada em um hospital de Campo Grande desde que a mãe morreu, em Corumbá, pode ser adotada por uma pessoa de Santa Catarina. A bebê de 40 dias está sozinha na unidade hospitalar, após ser recusada por 14 casais que estavam na fila de adoção, habilitados para o perfil da recém-nascida.

Contudo, o futuro da menina ainda é incerto, já que a pessoa interessada precisará passar por todas as diligências burocráticas. De acordo com o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), o setor psicossocial e o juiz da Vara da Infância da cidade, Maurício Cleber Miglioranzi Santos, vão avaliar o perfil do catarinense, que é inscrito no SNA (Sistema Nacional de Adoção e de Acolhimento).

Após a divulgação do caso da bebê pela mídia ontem à noite (10), muitas pessoas interessadas em acolher a corumbaense lotaram a linha de atendimento do TJMS na manhã de hoje (11).

Até agora, ela está sozinha no hospital da Capital, com a saúde debilitada. A mãe biológica faleceu sem ter passado por nenhuma consulta de pré-natal e com isso, a bebê nasceu com graves problemas de saúde.

SNA - O sistema integra todos os cadastros municipais, estaduais e nacional de crianças e adolescentes em condições de serem adotados e de pretendentes habilitados à adoção, inclusive, os cadastros internacionais. Contudo, mesmo com tantos pretendentes à adoção, muitas crianças e adolescentes permanecem em instituições de acolhimento.

“Em contato com o núcleo psicossocial de Campo Grande, fizemos as buscas no SNA e detectamos 14 casais habilitados para o perfil da recém-nascida, porém, nenhum demonstrou interesse neste caso. Assim, restou-nos a opção de relatar essa triste situação para a sociedade sul-mato-grossense na esperança de que algum casal queira acolher a menina”, explicou o juiz Maurício.

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