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Cidades

Réus que queimavam dinheiro para ostentar tem pena acumulada de 163 anos

Pelo menos 28 foram condenados por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e por integrar organização criminosa

Por Lucia Morel | 18/06/2021 18:45
Acusados queimam nota de R$ 100 em frente à churrasqueira. (Foto: Reprodução processo)
Acusados queimam nota de R$ 100 em frente à churrasqueira. (Foto: Reprodução processo)

Pelo menos 28 pessoas foram condenadas à prisão pelo crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e de integrar organização criminosa depois da Operação Piromania, desencadeada em maio do ano passado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).

A sentença proferida pelo juiz Marcio Alexandre Wust, da 6ª Vara Criminal de Campo Grande, condena o grupo a 163 anos, 5 meses e 16 dias de prisão, somadas as penas. O processo principal do caso corre em segredo de justiça, mas conforme apurou a reportagem, por suposto envolvimento no caso, cinco policiais militares foram absolvidos.

Eles foram acusados pelo Gaeco de receberem propina para liberar o trânsito de parte dos condenados, que traficavam drogas. Alguns desses PMs respondem ainda pela liberação de contrabando de cigarros, também mediante propina. Contra a absolvição, o MP recorreu da decisão e espera julgamento.

Assim, são 28 os possíveis réus do caso, já que o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) não informou o número exato de condenados que respondiam à ação. Esse total é a soma dos investigados que tiveram prisões preventivas ou temporárias decretadas no dia da Piromania – em 5 de maio do ano passado – menos os cinco militares absolvidos.

O ministério se limitou a informar que as penas variam de 4 a 23 anos e somam os 163 anos já citados. No dia da operação, o Gaeco cumpriu 20 mandados de prisão preventiva e 13 de temporária. No entanto, na mesma data, ocorreram 13 prisões em flagrante.

A operação ainda resultou em 578,41 Kg de maconha, 5,27 Kg de cocaína e 5,59 Kg de pasta base de cocaína apreendidos, além de R$ 100 mil em espécie.

Parte dos acusados tinha o hábito de, como forma de ostentação, gravar vídeos exibindo grande quantia em dinheiro obtida ilicitamente, bem como de queimar notas de reais de alto valor, razão pela qual a Operação recebeu o nome de “Piromania”.

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