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Cidades

Saúde volta a liberar vacinação de adolescentes contra a covid-19

O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa, na noite desta quarta-feira (22)

Por Adriano Fernandes | 22/09/2021 20:46
Dose da vacina contra a covid-19. (Foto: Henrique Kawaminami) 
Dose da vacina contra a covid-19. (Foto: Henrique Kawaminami)

O Ministério da Saúde voltou a liberar a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos, inclusive os sem comorbidades, contra a covid-19. O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa, na noite desta quarta-feira (22). A pasta recomendou a suspensão da imunização desse público, há menos de uma semana, após a morte de uma adolescente em São Bernardo do Campo (SP) sete dias depois de receber o imunizante.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), contudo, confirmou que o óbito tinha relação com uma doença autoimune rara e grave da jovem, e não com a vacina. "Os benefícios superam eventuais riscos", disse o porta-voz do Ministério em coletiva de imprensa hoje à noite.

Além disso, outro motivo para a suspensão era a constatação de que "havia na base de dados alguns adolescentes vacinados com imunizantes não autorizados para o grupo".  Do total de pessoas entre 12 e 17 anos e registrados no sistema do Ministério, apenas 0,7% foram imunizados com outra vacina diferente da Pfizer. Antes da semana passada, vários estados e municípios já vacinavam adolescentes sem doenças preexistentes.

Apesar da recomendação da semana passada, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) manteve a vacinação de adolescentes, alegando que não foram registrados efeitos adversos graves nos adolescentes que tomaram a vacina no Estado.  O intervalo entre a primeira e segunda dose da Pfizer para adolescentes, em Mato Grosso do Sul começou em 21 dias, mas depois foi alterado para 12 semanas.

 Além de Mato Grosso do Sul, vários estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Santa Catarina e Amazonas, mantiveram a vacinação apesar da recomendação da Saúde.

À época da recomendação de suspensão, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, criticou campanha antecipada dos estados e foi um dos primeiros a levantar suspeitas de que a vacina da Pfizer, poderia ter causado a morte da jovem. Hoje, no entanto, a Anvisa confirmou que a morte da menina após a vacinação foi uma coincidência.

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