Trecho da Rota Bioceânica tem licitação aberta por R$ 261 milhões
Obras abrangem 104 quilômetros da BR-267, com prazo de execução de aproximadamente 2 anos

O DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) abriu nesta sexta-feira (9) o recebimento de propostas para restaurar e melhorar 104 quilômetros da BR-267, em Mato Grosso do Sul, com orçamento estimado de R$ 261,2 milhões. O trecho integra o corredor da Rota Bioceânica e deverá ser preparado para o aumento do tráfego de caminhões com a conexão aos portos do Chile.
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O DNIT abriu o recebimento de propostas para restaurar e melhorar 104 quilômetros da BR-267, em Mato Grosso do Sul, com orçamento estimado de R$ 261,2 milhões. O trecho, entre os quilômetros 473 e 577, integra a Rota Bioceânica e deverá suportar o aumento do tráfego de caminhões rumo aos portos do Chile. As empresas poderão enviar propostas até 19 de novembro, e o prazo das obras é de 720 dias. A licitação não prevê duplicação integral e ainda não representa contratação.
A concorrência eletrônica abrange o segmento entre os quilômetros 473 e 577, do início da pista dupla até o início da ponte sobre o Rio Perdido. O prazo previsto para executar as obras é de 720 dias, aproximadamente dois anos, contados a partir da ordem de início dos serviços.
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Empresas poderão apresentar propostas até 19 de novembro, às 10h de Brasília, ou 9h em Mato Grosso do Sul. O valor de R$ 261.187.310,40 é a estimativa da contratação e poderá ser reduzido na disputa. A divulgação do edital ainda não representa contratação de empresa ou autorização para começar os trabalhos.
Mais caminhões - O estudo técnico que acompanha a licitação relaciona diretamente a necessidade das obras à Rota Bioceânica. O documento destaca a ligação entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, no Paraguai, pela ponte internacional sobre o Rio Paraguai, e a expectativa de maior circulação de veículos de carga na BR-267.
O corredor deverá conectar Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, criando uma alternativa de transporte até os portos de Iquique e Antofagasta, no Pacífico. A rodovia é uma das ligações brasileiras dessa estrutura logística.
Segundo o estudo, a situação atual do pavimento entre os quilômetros 473 e 577 exige planejamento antecipado para receber esse fluxo. O documento também ressalta a importância da BR-267 na ligação de Mato Grosso do Sul com o litoral do Sudeste e seus entroncamentos com outras rodovias, como a BR-163 e a BR-060.
A contratação prevê restauração com melhoramentos, não a duplicação integral dos 104 quilômetros. A empresa vencedora deverá seguir o projeto executivo e as especificações técnicas estabelecidas para a obra.
O segmento agora licitado termina no quilômetro 577, onde começa outro trecho contratado pelo DNIT para restauração e adequação de capacidade. Essa outra frente abrange 101,1 quilômetros, até o km 678,1, entre Alto Caracol e Porto Murtinho.
As contratações são distintas, mas contemplam segmentos consecutivos da BR-267 no caminho para a fronteira com o Paraguai. O novo orçamento também não corresponde ao custo da ponte internacional ou das obras de acesso a ela.
O orçamento de referência foi elaborado com base nos sistemas de custos de obras rodoviárias do DNIT, complementados por outras referências e por cotações locais de materiais, como areia e brita.
Além dos serviços na rodovia, a estimativa inclui mobilização e desmobilização das equipes e equipamentos, administração local e canteiro de obras.
O prazo de vigência contratual previsto é de 810 dias. A execução deverá ser acompanhada por supervisão especializada, e a empresa contratada terá de cumprir as exigências ambientais aplicáveis às intervenções.
A licitação foi divulgada no PNCP (Portal Nacional de Contratações Públicas), com recebimento de propostas pelo Compras.gov.br.
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