Acesso paraguaio à Ponte Bioceânica alcança 3 km de aterro hidráulico
Obra recebe estruturas de concreto, drenagem e rotatória na ligação com a PY-15

As empresas responsáveis pelo acesso à ponte de acesso à Rota Bioceânica concluíram cerca de três quilômetros de aterro no trecho paraguaio da ligação. As equipes trabalham com aterro hidráulico feito a partir de sedimentos retirados do Rio Paraguai no percurso entre a ponte e a rodovia PY-15, em Carmelo Peralta, cidade paraguaia na fronteira com Porto Murtinho, a 439 quilômetros de Campo Grande.
RESUMO
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Obras de acesso à Rota Bioceânica no lado paraguaio avançam com cerca de três quilômetros de aterro concluídos no trecho entre a ponte e a rodovia PY-15, em Carmelo Peralta. O aterro hidráulico, feito com sedimentos do Rio Paraguai, já atinge cinco metros de altura em alguns pontos. O investimento é de US$ 18 milhões, com recursos da Itaipu Binacional, sob fiscalização do Ministério de Obras Públicas paraguaio.
O aterro já alcança cerca de cinco metros de altura em alguns pontos, conforme o governo do país vizinho. Dragas retiram material do Rio Paraguai e abastecem a estrutura que dará sustentação à futura pista. Máquinas, caminhões e outros equipamentos permanecem distribuídos ao longo do trajeto.
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Além da formação do terreno, as frentes de serviço executam passagens de água, estruturas de concreto e armações de ferro. As intervenções são necessárias por causa das características do solo da região do Chaco Paraguaio. O trecho passa por área de perfil pantanoso e exige soluções específicas para sustentar o tráfego previsto para o corredor internacional.
A ligação entre a ponte e a PY-15 ficará responsável por conduzir o fluxo de veículos que cruzar a fronteira entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta. O projeto também inclui uma rotatória no encontro com a rodovia paraguaia. A estrutura fará parte do corredor que conecta Mato Grosso do Sul ao Paraguai, à Argentina e aos portos do Chile.

Tecnoedil S/A Construtora e LT Construtora S/A executam o acesso sob responsabilidade técnica do engenheiro civil paraguaio Renê Gomez. O investimento previsto é de aproximadamente US$ 18 milhões, com recursos da Itaipu Binacional destinados ao lado paraguaio. O MOPC (Ministério de Obras Públicas e Comunicações) fiscaliza os serviços.
As mesmas empresas também trabalham em intervenções urbanas de Carmelo Peralta ligadas à implantação da Rota Bioceânica. Entre elas está a reconstrução da avenida principal do município, que dá acesso à PY-15. O projeto prevê ainda melhorias na área costeira e em pontos próximos a centros educacionais.
A Ponte Internacional Bioceânica também permanece em fase final de construção sobre o Rio Paraguai. O Consórcio PYBRA, formado por Tecnoedil, Paulitec e Cidades Ltda, executa essa etapa. A estrutura ligará diretamente Porto Murtinho a Carmelo Peralta e será uma das principais conexões da Rota Bioceânica.
O avanço ocorre ao mesmo tempo em que outras frentes modificam a ligação terrestre pelo Paraguai. No trecho entre Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo, a pavimentação da PY-15 também avança em quatro lotes ao longo de 224 quilômetros. Essa estrada levará o tráfego proveniente de Mato Grosso do Sul em direção à fronteira com a Argentina.
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