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Cidades

Vacinado antes da hora, presidente da Assomasul é contra compra de vacinas

Valdir, que também é prefeito de Nioaque, enfrentou uma polêmica no início da imunização como "fura-fila"

Por Clayton Neves | 08/03/2021 14:37
Presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Valdir Couto de Souza Júnior. (Foto: Clayton Neves)
Presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Valdir Couto de Souza Júnior. (Foto: Clayton Neves)

Durante agenda pública na manhã desta segunda-feira (8), o presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Valdir Couto de Souza Júnior, voltou a defender que prefeitos esperem pelo Governo Federal para a compra de vacinas contra a covid-19, mesmo diante da demora e quantidade insuficiente dos repasses feitos pelo Ministério da Saúde.

Valdir, que também é prefeito de Nioaque, enfrentou uma polêmica no início da imunização, como "fura-fila". Ao lado de seu secretário de Saúde, recebeu a vacina antes mesmo dos idosos. Eles foram investigados, mas entraram em acordo com o Ministério Público e, além de se desculparem, pagaram multa de R$ 28 mil.

Hoje, ele lembrou que Mato Grosso do Sul tem seis consórcios de compra aptos, no entanto, ressaltou que “cada município tem sua autonomia”. Na semana passada, o presidente assinou nota pública se posicionando contra a compra individual de vacinas pelos municípios.

Questionado sobre a demora da União e reflexos negativos que isso acarreta para a população, o presidente da Assomasul limitou-se a dizer que “vem cobrando eficiência do Governo Federal” e que, caso “exista deficiência do plano nacional de vacinação, os municípios estarão preparados para as aquisições de vacinas” por meio dos seis consórcios aptos no Estado.

Em texto divulgado no site da Assomasul na última quinta-feira (4), a Associação foi clara sobre a organização das cidades para encabeçar as aquisições. "A entidade, que representa os 79 municípios do Estado, não recomenda que os senhores gestores (as) públicos (as) articulem a compra de vacinas de forma individual ou por meio de consórcios municipais para que o pacto com o Governo Federal não seja quebrado", destaca a nota técnica divulgada no site.

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